quarta-feira, 15 de março de 2017

Capítulo Vinte e Seis

Zac a levou para sua casa. Vanessa estava tão entorpecida que, embora ela estivesse vagamente consciente do que estava acontecendo ao seu redor, ela era incapaz de tomar parte no processo. Tudo o que ela queria fazer era dormir e descobrir que quando ela acordasse, tudo isso nunca tinha acontecido. Zac a levou para seu quarto, deitou em sua cama, puxou as cobertas sobre ela e beijou sua testa.

—Descanse um pouco. Eu já volto, e eu prometo que nós vamos sair daqui por alguns dias. — Vanessa conseguiu acenar com a cabeça com seus olhos fechados, e apagou ao mundo real lá fora.

*
Quando ela acordou, Zac estava deitado ao lado dela, apoiado no cotovelo, olhando para ela.

—Oi. Sentindo-se melhor? — Ele perguntou.

—Eu não sei. Eu não sinto a necessidade de matar ninguém, então eu acho que é um bom sinal.

Zac se aproximou um pouco mais perto e beijou-a, em seguida, um grande sorriso apareceu em seu rosto.

—O quê foi? — Perguntou Vanessa, intrigada. Era incrível como com um beijo suave e um sorriso de Zac era capaz de fazê-la esquecer todo o resto, de forma que sua atenção estava unicamente nele.

—Vamos, levante-se, tesoro. Temos que ir. — ele disse, pulou da cama.

—Ir? Ir para onde?

—Você vai ver. Vamos lá, temos que ir agora, se queremos estar lá antes que o sol se ponha.

—Você está sendo estranho. Em quanto tempo estaremos “lá”? — perguntou Vanessa, fazendo aspas no ar e levantando-se da cama.

—Eu adoro quando você faz isso com os dedos. — Zac disse e, veio em sua direção , envolvendo-a nos braços para um beijo rápido. Então ele agarrou a mão dela e quase a arrastou para fora de seu quarto.

—Espere ...Você não respondeu minha pergunta. Se vamos passar a noite, eu vou precisar de algumas coisas, e eu realmente não quero voltar a...

—Eu cuidei disso. Fiz uma mochila para você por alguns dias, está no carro. — ele interrompeu-a e sorriu.

—E o seu trabalho? E tia Niki? Eu não posso simplesmente desaparecer, eu tenho que lhe dizer...

Cuidei de tudo isso, também. Agora, pare de falar e de se preocupar, e entre no carro.

Vanessa fez o que lhe foi dito. Uma vez no carro, ela relaxou e até sorriu.

Você é sexy quando está mandão. — ela brincou com Zac, enquanto ele entrava no assento do motorista.

Ele riu e ligou a ignição, manobrando o carro da garagem e até a estrada.

*
Eu tenho um pedido. — Vanessa disse, quando eles aceleraram ao longo da rodovia, enquanto ela olhava para fora da janela, admirando a paisagem pitoresca italiana. Ela não tinha ideia para onde estavam indo, porque Zac recusou-se a dizer a  ela, e, francamente, ela não se importava. Quanto maior a distância que ele colocasse entre ela e Ashley, melhor.

O que é, linda?

Eu não quero falar sobre o que aconteceu hoje. Nada. Preciso de algum tempo, antes que eu possa sequer começar a pensar sobre isso.

Não se preocupe. — Ele apertou sua mão sobre a marcha, e eles dirigiram em silêncio confortável o resto do caminho.

Ok, estamos quase lá, — Zac disse, e parou o carro. Vanessa olhou ao redor - eles ainda estavam no meio do nada: apenas a estrada e campos ao seu redor. Ela deve ter parecido confusa, porque Zac riu e disse:

Nós estamos quase lá. Eu preciso fazer alguma coisa antes que conduzir até o resto do caminho. — Ele abriu o porta-luvas e tirou uma máscara de dormir de cetim preto. — Coloque isso.

Quando eu disse que gostava quando você está mandão, eu não tinha sadomasoquismo em mente.

Zac revirou os olhos, mas não conseguia esconder o sorriso.

Deixe-me reformular: coloque isso, por favor.

Suspirando, Vanessa colocou a máscara.

Você pode ver alguma coisa?

Não.

Bom.

Ele ligou o motor novamente, e eles dirigiram por mais cerca de dez minutos, antes que pegassem uma curva acentuada e reduzisse consideravelmente a sua velocidade. A estrada que estavam agora era bastante irregular e acidentada, e Vanessa achava que era algum tipo de estrada vicinal e menor na lateral. Ela tinha desistido de fazer mais perguntas, porque Zac não cedia . Ele levava sua surpresa muito a sério, e estava completamente imune a sua sondagem de informações. Felizmente, eles não dirigiram nessa estrada por muito tempo, porque Vanessa já estava se sentindo um pouco enjoada. Logo, o carro parou e Zac desligou o motor.

Nós chegamos. — ele sussurrou em seu ouvido, e Vanessa se mexeu.

Eu odeio essa coisa. — disse ela, apontando para a máscara.

Talvez eu possa mudar sua opinião depois. — Zac disse em uma voz baixa e sedutora e o coração de Vanessa deu uma cambalhota. Como ele conseguia deixa-la tão excitada com uma única frase? — Espere aqui, eu vou abrir a porta para você.

Quando a porta se abriu, Vanessa, instintivamente, estendeu-lhe a mão e ele a pegou na sua. Ele a levou alguns passos, depois parou e tirou a máscara.
A visão na frente dela a deixou sem fôlego. Eles estavam no meio de um cartão postal! E não apenas qualquer cartão postal, mas aqueles mais bonitos, que você envia para as pessoas que você realmente não gosta para deixá-las com inveja de suas férias perfeitas.

Eles estavam à beira da estrada no meio de um campo que era de um verde mais surpreendente que Vanessa já tinha visto. Ao longe, havia colinas e uma floresta de pinheiros, e a frente, a estrada de pista única, que vieram dirigindo. No final da estrada havia uma casa, ou melhor, uma casa de campo. Parecia muito grande, mesmo de muito longe.

Onde estamos?

Toscana. — Zav parecia tão satisfeito consigo mesmo e com o fato de que Vanessa estava sem palavras. — Vamos lá, vamos voltar para o carro. Eu só queria mostrar-lhe o ponto de vista daqui.

Para onde vamos agora?

Zac apontou para a casa de campo em vez de responder. Vanessa deu uma última olhada ao redor, tentando imprimir o cenário em seu cérebro para sempre - os campos intermináveis, o sol laranja que tinha acabado de beijar os topos das colinas distantes, o cheiro de ar fresco surpreendente, o silêncio natural.

Eles estacionaram na garagem alguns minutos depois. Zac pegou as malas do porta-malas e se dirigiu até a porta da frente, pescando no bolso a chave. Vanessa saiu do carro e olhou em volta. O lugar era mágico! Havia árvores enormes que cercavam os jardins ao redor da casa, dando-lhe uma sensação de aconchego. Isso certamente foi planejado para dar privacidade, porque não havia campos ao seu redor e nada mais. Mas ainda assim, era acolhedor.

A casa não parecia nada de especial do lado de fora, era um grande edifício, quadradão feita de pedra cinzenta. No entanto, havia enormes janelas ao longo das paredes que pareciam bastante modernas, então Vanessa estava curiosa para saber o que ela iria encontrar lá dentro.

Zac abriu a porta e entrou, deixando-a aberta para ela. Quando ela atravessou a soleira, a boca de Vanessa abriu e ficou assim por um tempo. A casa era incrível dentro.  Eles haviam entrado em um grande espaço que era uma sala de estar, sala de jantar e cozinha tudo no mesmo espaço. Era muito moderno, com piso de madeira, paredes rebocadas e grandes janelas, que permitiam a entrada de muita luz. A sala de estar compunha de dois sofás, um monte de pufes e uma poltrona de couro. Havia uma lareira a gás e uma televisão de tela plana por cima. A cozinha era compacta e separada da área de estar por um bar e quatro bancos. Do outro lado havia uma grande mesa de jantar com oito cadeiras.

A decoração era minimalista, mas confortável. No entanto, Vanessa não conseguia encontrar toques pessoais em qualquer lugar - não havia fotos, nem revistas ou livros espalhados, nada sobre os balcões na cozinha. Ele parecia muito limpo e livre de confusão.

Que lugar é esse? — Ela perguntou a Zac, quando ele deixou as malas no chão e passou a abrir as portas de vidro que levavam para o jardim atrás.

É de Beppe. — Isso foi tudo que ele disse, enquanto abria as portas. A parede inteira que levava ao jardim desapareceu, quando Zac deslizou todos os seis painéis de vidro para o lado. Vanessa se juntou a ele, incapaz de resistir à tentação de olhar para fora por mais tempo. Ela saiu para um pátio de pedra. Um gramado verde exuberante espalhava para além , até as árvores que circundam o jardim. À sua esquerda, viu uma piscina oval, com uma tenda ao lado. Olhando mais de perto, ela percebeu que não era apenas uma tenda - havia uma banheira jacuzzi no interior. Levantando uma sobrancelha para Zac, que estava observando a reação dela, Vanessa apontou para a jacuzzi.

Como eu disse , é de Beppe. — disse Zac, e sorriu.

Por que ele não mora aqui, então?

Você pode ver Beppe vivendo no meio de lugar nenhum em tempo integral? Ele ficaria louco em dois dias no máximo.

Então por que ele comprou? — Vanessa odiava intrometer, mas parecia estranho comprar uma casa enorme, ainda mais em Toscana, e não viver nele.

Ele não comprou. Seu avô deixou para ele. — Zac respondeu a sua pergunta, mas era óbvio pelo seu tom de voz e postura rígida, que não queria elaborar mais. Vanessa deixou pra lá. Por que isso importa, afinal? 
Eles estavam em um casa bonita sozinhos, todo o resto era irrelevante.

Quanto tempo nós podemos ficar? — Ela perguntou.

Quanto tempo você quiser. Liguei para Antônio antes de sairmos, e ele deve ter abastecido o frigobar para nós. Isso vai nos sustentar, pelo menos, por alguns dias. Mas podemos ir à cidade e comprar mais comida, ou qualquer outra coisa que precisarmos. — Zac se moveu atrás dela e rodeou sua cintura com os braços, apoiando o queixo no topo de sua cabeça.

E o seu trabalho? Quando é que você tem que estar de volta?

Não se preocupe, linda, nós ficaremos o tempo que quiser. Ponto final. — Ele beijou o lado de seu pescoço e apertou seus braços com mais força ao redor dela.

Quem é Antônio?

Ele e sua esposa Cristina são os caseiros da casa.

Você quer dizer que não estamos sozinhos aqui? — Vanessa não conseguia esconder a decepção em sua voz. Zac riu.


Estamos. Eles moram em outra casa, ao lado do vinhedo.

Outra casa? Vinhedo? Quão grande é esta propriedade, exatamente?

Grande. Vou levá-lo para ver como eles fazem o vinho amanhã, se quiser. Eles adorariam conhecê-la.

Será que eles têm um daqueles enormes banheiras cheias de uvas que você pode misturar com os pés? — Os olhos de Vanessa iluminaram com entusiasmo. Ela sempre quis fazer isso, desde que ela tinha visto em um filme uma vez. Parecia uma experiência extraordinária.

Zac riu novamente.

Eles têm. Eles mantêm uma para entretenimento, eu acho, já que ninguém usa mais esse método para fazer o vinho. Mas é muito cedo para colher as uvas, eles geralmente começam em meados de agosto — Ele roçou o lado de seu pescoço novamente.. — Podemos voltar em agosto, se quiser.

Eu adoraria isso.

Vanessa virou a cabeça para olhar para ele, e não conseguia esconder o sorriso encantado. Grata a Zac por ele ter todo este trabalho em limpar a sua agenda e afastá- la de seus problemas, Vanessa beijou sua bochecha carinhosamente e sussurrou:

Obrigada. — Ele acenou com a cabeça, aceitando a sua gratidão e, puxando-lhe a mão, levou-a para dentro.

Está com fome? — Ele perguntou.

Sim.

Bom, porque eu estou morrendo de fome. Deixe-me ver o que posso fazer. — Ele abriu a geladeira e começou a tirar algumas coisas pra fora. — Se você quiser, pode ir lá para cima e desfazer as malas, tomar um banho ou algo assim. Eu vou fazer alguma  coisa para comermos enquanto isso.

Como era possível um homem tão maravilhoso existir? Ele era atencioso, generoso, apaixonado, incrivelmente sexy e carismático - e ele cozinhava! Vanessa ainda tinha que encontrar uma falha nele.

Você está olhando para mim de novo. — disse ele, produzindo um sorriso diabólico e afastando Vanessa de seus pensamentos. — Eu daria tudo para saber o que trouxe essa expressão sonhadora em seu rosto.

Você. — disse ela, seu sorriso desaparecendo de forma inesperada e seu rosto ficando sério. Sentindo a mudança, Zac cobriu a distância entre eles em poucos passos largos e esmagou sua boca na dela. Vanesssa respondeu imediatamente, abrindo os lábios para ele, e permitindo acesso total a sua boca, sua língua , sua alma. Ele agarrou seu cabelo na parte de trás de seu pescoço, puxando-o para trás e expondo sua garganta e queixo para ele explorar com beijos famintos. Havia algo de desesperado, animalesco, sobre a maneira como ele reagia à sua admissão com essa única palavra. Vanessa abriu os olhos, tentando recuperar os sentidos e viu Zac arrastando sua língua ao longo de seu pescoço, olhando para ela. Seus olhos castanhos estavam desfocados, ansiosos e desfocados com a necessidade. Havia algo de muito mais profundo acontecendo por trás deles, mas Vanessa estava muito desgastada e com muito medo de entrar nisso agora.


Zac... — disse ela, sua voz saindo rouca. Ele moveu os lábios para trás e abrandou, beijando-a com ternura, tentando recuperar o controle. Suas mãos se moveram para o lado de seu rosto, segurando seu rosto enquanto ele pressionou sua testa contra a dela, respirando pesadamente. Vanessa apertou a mão no peito dele , e sentiu seu coração batendo em um ritmo frenético.

Sinto muito. — disse ele em voz baixa, ainda não a soltando.

Não sinta. — Vanessa moveu a mão do peito dele até rosto, roçando-o com os dedos.

Eu sei que nós viemos aqui para manter a sua mente fora das coisas, e a última coisa que você precisa sou eu em cima de você desse jeito, mas é só que eu não consigo me controlar perto de você. Especialmente quando você está toda sonhadora e sexy, pensando em mim.

Isso não vai acontecer novamente. — disse Vanessa, e o olhar horrorizado nos olhos de Zac a fez rir. — Eu estou brincando! Eu não poderia evitar, mesmo se eu quisesse. Desde que eu te vi naquele dia na praia, tudo que eu penso é você.

Zac deu um passo para trás e sorriu, os olhos brilhando de alegria.

— Eu também. Você ainda tem aquele vestido amarelo que usava naquele dia? Eu adoraria arrancá-lo de você.

Espere , você se lembra de mim ?— Vanessa sempre pensou que Zac não tinha prestado atenção a ela naquele dia, e que ele só se lembrou de seu primeiro encontro “oficial” na praia no dia seguinte, quando ela machucou o pé.

Claro que eu me lembro de você. Você olhou para mim de boca aberta por um longo tempo, baby.

Hey. — Vanessa bateu na parte superior do seu braço de brincadeira. — Você estava saindo do mar em câmera lenta, todo bronzeado, lindo e molhado. O que eu deveria fazer?

Eu tenho certeza que estava me movendo a uma velocidade normal.

Não como eu vi. — Ela piscou para ele e ele sorriu. — E, além disso, deve haver uma tonelada de outras mulheres olhando para você o tempo todo. Eu pensei que você estava acostumado a isso.

Nem todas as mulheres que olham para mim têm pernas longas e magras, um cabelo caramelo incrível, pele pálida impecável e parece incrivelmente bonita em um vestido amarelo curto. — Enquanto ele falava, Zac se aproximou dela novamente, enfatizando cada palavra, enquanto seus olhos percorriam o corpo de Vanessa.

Quando eu vi você no dia seguinte sozinha na praia, eu não podia acreditar na minha sorte. Quando você feriu o pé, tive a oportunidade de bancar o seu herói. Cuidar de você — disse ele, e aproximou-se ainda mais. Vanessa podia sentir sua respiração sobre seus lábios, e seu coração acelerou novamente. — Eu fui um tolo em não te convidar para sair naquele dia, mas não iria me sentir bem em fazer um curativo em seu pé e dar em cima de você, nem passando cinco minutos. Quando eu te vi na casa de Ash, eu sabia  que havia uma razão para você continuar aparecendo na minha vida.

Ele roçou os lábios nos dela, e Vanessa estava hipnotizada com as suas palavras, sua boca, o jeito que ele olhava para ela. Ela ficou congelada no lugar, incapaz de se afastar. Recusando-se a se afastar. — Eu acho que é uma boa ideia você organizar a mala, porque se você ficar aqui, eu não posso prometer que vou resistir em jogá-la por cima do meu ombro e levá-lo até o quarto. — Ele beijou a pele embaixo da orelha e ela estremeceu.

Certo. Mover. Arrumar mala. Chuveiro. Definitivamente chuveiro.

Onde é o quarto? — Ela perguntou sem fôlego.

Lá em cima, segunda porta à sua esquerda. — Zac sorriu e, dando-lhe um último beijo no rosto, voltou a fazer o jantar.

Zac, esta é a segunda refeição incrível que você cozinhou para mim. Eu não posso acreditar que você não é um chef, assim como Gia. Você tem algumas habilidades especiais.

Ele tinha feito lasanha, cozido pão de alho a partir do zero e uma enorme salada com o molho mais saboroso que Vanessa já provara.

Eu considerei isso por um tempo. Meu pai era um chefe, e eu e Gia adorávamos vê-lo cozinhar. Eu acho que depois que ele morreu, eu não poderia fazer algo que me faria lembrar dele todos os dias. — Toda vez que Zac falava de seu pai, uma sombra inconfundível de tristeza surgia em seu rosto. Vanessa sabia que nunca iria embora, não importa quanto tempo se passasse. — Gia, por outro lado, estava mais determinada do que nunca em ser chef. Ela tinha dezessete anos quando ele morreu, e passou a estudar muito para entrar na faculdade. Todos os seus esforços eram em tirar boas notas e ser aceita no Instituto de Artes Culinárias. Eu acho que todo mundo lida com a dor de forma diferente , eu queria esquecer, enquanto tudo o que ela queria fazer era se lembrar dele.

Vanessa poderia entender isso completamente e, pela primeira vez desde que seu pai  e seu irmão morreu, ela se sentiu pronta para falar sobre isso com alguém além de sua mãe.

Você está certo, todo mundo chora da sua própria maneira. Após o acidente, Niki partiu com Ashley, deixando cada coisa que lembrava o marido para trás, inclusive eu e minha mãe. Minha mãe, porém, sentiu que precisava se lembrar de seu filho e seu marido todos os dias e se recusou a se mudar. Mas no final, não importa onde você mora ou o que você faz. Você se lembra das pessoas que perdeu a cada dia, quer você queira ou não. Eu acho que tudo o que podemos fazer é continuar com as nossas vidas da melhor maneira possível e chegar a um acordo com esse fato, embora nunca iremos esquecê-los, eles nunca vão voltar.

Zac assentiu com a cabeça, mas ficou em silêncio, como se as palavras de Vanessa estivessem sendo processadas. Eles terminaram a lasanha em silêncio, e mesmo que não fosse desconfortável, Vanessa sentiu Zac afastar. Ele tinha uma tendência a fazer isso às vezes, pensar tão duro sobre algo, que todos os seus outros sentidos desligavam. Agora Vanessa precisava dele lá, não distante em sua cabeça, e a vibração distante que ele  estava projetando era insuportável.

Então, me diga mais sobre esta casa. Quando Beppe a reformou? Tudo parece novo aqui. — Zac tomou um gole de sua bebida, tentando concentrar todos os seus pensamentos no presente, antes que ele falasse.

Cerca de três anos atrás. Ele contratou empreiteiras para fazê-lo, mas ele estava aqui quase todos os dias. Eu acompanhei e fiquei fascinado. Eu fiz tantas perguntas e queria estar envolvido em tudo o que estava acontecendo, que eu deixei todos loucos. Em um ponto, o gerente de projeto ameaçou sair se eu não desistisse. — Vanessa riu porque ela poderia perfeitamente imaginar Zac fazendo isso. Ela sabia, por experiência pessoal, como ele era determinado quando decidiu que queria algo, e ele tentava de tudo, até conseguir.

Meu palpite é que você não afastou, não é?

Sem chance — disse ele e sorriu, parecendo encantado que ela soubesse como ele reagiu. — Acionei meu charme, e ele estava comendo na minha mão nas próximas três semanas.

Às vezes eu acho que você não tem noção do que a palavra “não” significa.

Oh, eu sei o que significa. Eu só não gosto. — disse ele, e piscou para ela.

Foi por isso que você decidiu que queria seguir esse tipo de carreira? — perguntou Vanessa, levando a conversa de volta aos trilhos.

—Eu sempre fui interessado em edifícios, eu acho. Mas sim, esse foi o momento que percebi que não queria construir novos.  Prefiro salvar os negligenciados.  Na Itália, existem muitas casas antigas incríveis, deixadas para apodrecer sob os elementos da natureza. Muitas pessoas não querem assumir tais projetos, porque é difícil, a maioria dessas casas estão tombadas como patrimônio, e há uma série de questões burocráticas, lotes de licenças para conseguir. No lado positivo, elas são muito baratas para comprar e, geralmente, vêm com muita terra.

O coração de Vanessa inchou quando Zac falou. A necessidade de ajudar e proteger stava profundamente enraizada em seu DNA. Se ele quisesse seguir uma carreira com desenvolvimento de projetos em propriedade, seria muito mais fácil construir novas casas a partir do zero. Mas não, ele tinha que salvar as antigas, dar nova vida a eles. Torná-las felizes.

Eu posso te mostrar, se você quiser. — Vanessa percebeu que Zac ainda estava falando, e ela não tinha ouvido uma palavra nos últimos dois minutos.

Desculpe, o quê? — Ela perguntou, trazendo toda a sua atenção de volta para ele novamente.

Onde você foi? Você parecia sonhadora por um momento. Você tem que parar de pensar em mim o tempo todo, você sabe. — ele brincou com um sorriso encantador.

Eu vou fazer o meu melhor.

Então, eu estava perguntando se você queria ver algumas das casas que eu estou de olho. Elas não são longe, a maioria delas está aqui na Toscana.


Claro, eu adoraria. Amanhã?

***
Boa noite meninas!Espero que todas estejam bem ♥
O que estão achando da história???
Estão tão apaixonadas quanto eu?
Sim,eu sou viciada nesse livro *-*
Bom, sigam também minha mais nova criação "Paixão Proibida", 
fanfic inspirada no romance proibido de Aria e Ezra,
ou Ezria, meu shipper em Pretty Little Liars.
P.S.: Quem nunca viu PLL, eu super,mega recomendo. 
Melhor série do todas ♥
Comentem bastante e até mais,xoxo

5 comentários:

  1. Amei amei amei amei.....
    O capítulo ta top..
    Posta logo por favor..

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  2. Ficou tão fofo esse capítulo.
    Momento Zanessa é sempre bom.
    Tô super viciada nessa fanfic,posta mais ,bjs.

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  3. Aah o Zac é mesmo um cavalheiro ner. Este capitulo ficou mais que perfeito. Posta mais logoo. Bjoss

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  4. O Zac é sempre tao cuidadoso com a Nessa.... <3
    Sem palavras pra descrever o quão perfeito ficou este capítulo...
    Ameiiiiii
    Posta mais pleaseee
    Beijooos

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  5. Tão apaixonada por eles 😍😍
    Essa história é simplesmente perfeita
    Amei q o Zac levou a nessa pra Toscana pra esquecer os problemas.
    Ansiosa por mais
    Bjs 😘😘❤

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