quarta-feira, 15 de março de 2017

Capítulo Vinte e Seis

Zac a levou para sua casa. Vanessa estava tão entorpecida que, embora ela estivesse vagamente consciente do que estava acontecendo ao seu redor, ela era incapaz de tomar parte no processo. Tudo o que ela queria fazer era dormir e descobrir que quando ela acordasse, tudo isso nunca tinha acontecido. Zac a levou para seu quarto, deitou em sua cama, puxou as cobertas sobre ela e beijou sua testa.

—Descanse um pouco. Eu já volto, e eu prometo que nós vamos sair daqui por alguns dias. — Vanessa conseguiu acenar com a cabeça com seus olhos fechados, e apagou ao mundo real lá fora.

*
Quando ela acordou, Zac estava deitado ao lado dela, apoiado no cotovelo, olhando para ela.

—Oi. Sentindo-se melhor? — Ele perguntou.

—Eu não sei. Eu não sinto a necessidade de matar ninguém, então eu acho que é um bom sinal.

Zac se aproximou um pouco mais perto e beijou-a, em seguida, um grande sorriso apareceu em seu rosto.

—O quê foi? — Perguntou Vanessa, intrigada. Era incrível como com um beijo suave e um sorriso de Zac era capaz de fazê-la esquecer todo o resto, de forma que sua atenção estava unicamente nele.

—Vamos, levante-se, tesoro. Temos que ir. — ele disse, pulou da cama.

—Ir? Ir para onde?

—Você vai ver. Vamos lá, temos que ir agora, se queremos estar lá antes que o sol se ponha.

—Você está sendo estranho. Em quanto tempo estaremos “lá”? — perguntou Vanessa, fazendo aspas no ar e levantando-se da cama.

—Eu adoro quando você faz isso com os dedos. — Zac disse e, veio em sua direção , envolvendo-a nos braços para um beijo rápido. Então ele agarrou a mão dela e quase a arrastou para fora de seu quarto.

—Espere ...Você não respondeu minha pergunta. Se vamos passar a noite, eu vou precisar de algumas coisas, e eu realmente não quero voltar a...

—Eu cuidei disso. Fiz uma mochila para você por alguns dias, está no carro. — ele interrompeu-a e sorriu.

—E o seu trabalho? E tia Niki? Eu não posso simplesmente desaparecer, eu tenho que lhe dizer...

Cuidei de tudo isso, também. Agora, pare de falar e de se preocupar, e entre no carro.

Vanessa fez o que lhe foi dito. Uma vez no carro, ela relaxou e até sorriu.

Você é sexy quando está mandão. — ela brincou com Zac, enquanto ele entrava no assento do motorista.

Ele riu e ligou a ignição, manobrando o carro da garagem e até a estrada.

*
Eu tenho um pedido. — Vanessa disse, quando eles aceleraram ao longo da rodovia, enquanto ela olhava para fora da janela, admirando a paisagem pitoresca italiana. Ela não tinha ideia para onde estavam indo, porque Zac recusou-se a dizer a  ela, e, francamente, ela não se importava. Quanto maior a distância que ele colocasse entre ela e Ashley, melhor.

O que é, linda?

Eu não quero falar sobre o que aconteceu hoje. Nada. Preciso de algum tempo, antes que eu possa sequer começar a pensar sobre isso.

Não se preocupe. — Ele apertou sua mão sobre a marcha, e eles dirigiram em silêncio confortável o resto do caminho.

Ok, estamos quase lá, — Zac disse, e parou o carro. Vanessa olhou ao redor - eles ainda estavam no meio do nada: apenas a estrada e campos ao seu redor. Ela deve ter parecido confusa, porque Zac riu e disse:

Nós estamos quase lá. Eu preciso fazer alguma coisa antes que conduzir até o resto do caminho. — Ele abriu o porta-luvas e tirou uma máscara de dormir de cetim preto. — Coloque isso.

Quando eu disse que gostava quando você está mandão, eu não tinha sadomasoquismo em mente.

Zac revirou os olhos, mas não conseguia esconder o sorriso.

Deixe-me reformular: coloque isso, por favor.

Suspirando, Vanessa colocou a máscara.

Você pode ver alguma coisa?

Não.

Bom.

Ele ligou o motor novamente, e eles dirigiram por mais cerca de dez minutos, antes que pegassem uma curva acentuada e reduzisse consideravelmente a sua velocidade. A estrada que estavam agora era bastante irregular e acidentada, e Vanessa achava que era algum tipo de estrada vicinal e menor na lateral. Ela tinha desistido de fazer mais perguntas, porque Zac não cedia . Ele levava sua surpresa muito a sério, e estava completamente imune a sua sondagem de informações. Felizmente, eles não dirigiram nessa estrada por muito tempo, porque Vanessa já estava se sentindo um pouco enjoada. Logo, o carro parou e Zac desligou o motor.

Nós chegamos. — ele sussurrou em seu ouvido, e Vanessa se mexeu.

Eu odeio essa coisa. — disse ela, apontando para a máscara.

Talvez eu possa mudar sua opinião depois. — Zac disse em uma voz baixa e sedutora e o coração de Vanessa deu uma cambalhota. Como ele conseguia deixa-la tão excitada com uma única frase? — Espere aqui, eu vou abrir a porta para você.

Quando a porta se abriu, Vanessa, instintivamente, estendeu-lhe a mão e ele a pegou na sua. Ele a levou alguns passos, depois parou e tirou a máscara.
A visão na frente dela a deixou sem fôlego. Eles estavam no meio de um cartão postal! E não apenas qualquer cartão postal, mas aqueles mais bonitos, que você envia para as pessoas que você realmente não gosta para deixá-las com inveja de suas férias perfeitas.

Eles estavam à beira da estrada no meio de um campo que era de um verde mais surpreendente que Vanessa já tinha visto. Ao longe, havia colinas e uma floresta de pinheiros, e a frente, a estrada de pista única, que vieram dirigindo. No final da estrada havia uma casa, ou melhor, uma casa de campo. Parecia muito grande, mesmo de muito longe.

Onde estamos?

Toscana. — Zav parecia tão satisfeito consigo mesmo e com o fato de que Vanessa estava sem palavras. — Vamos lá, vamos voltar para o carro. Eu só queria mostrar-lhe o ponto de vista daqui.

Para onde vamos agora?

Zac apontou para a casa de campo em vez de responder. Vanessa deu uma última olhada ao redor, tentando imprimir o cenário em seu cérebro para sempre - os campos intermináveis, o sol laranja que tinha acabado de beijar os topos das colinas distantes, o cheiro de ar fresco surpreendente, o silêncio natural.

Eles estacionaram na garagem alguns minutos depois. Zac pegou as malas do porta-malas e se dirigiu até a porta da frente, pescando no bolso a chave. Vanessa saiu do carro e olhou em volta. O lugar era mágico! Havia árvores enormes que cercavam os jardins ao redor da casa, dando-lhe uma sensação de aconchego. Isso certamente foi planejado para dar privacidade, porque não havia campos ao seu redor e nada mais. Mas ainda assim, era acolhedor.

A casa não parecia nada de especial do lado de fora, era um grande edifício, quadradão feita de pedra cinzenta. No entanto, havia enormes janelas ao longo das paredes que pareciam bastante modernas, então Vanessa estava curiosa para saber o que ela iria encontrar lá dentro.

Zac abriu a porta e entrou, deixando-a aberta para ela. Quando ela atravessou a soleira, a boca de Vanessa abriu e ficou assim por um tempo. A casa era incrível dentro.  Eles haviam entrado em um grande espaço que era uma sala de estar, sala de jantar e cozinha tudo no mesmo espaço. Era muito moderno, com piso de madeira, paredes rebocadas e grandes janelas, que permitiam a entrada de muita luz. A sala de estar compunha de dois sofás, um monte de pufes e uma poltrona de couro. Havia uma lareira a gás e uma televisão de tela plana por cima. A cozinha era compacta e separada da área de estar por um bar e quatro bancos. Do outro lado havia uma grande mesa de jantar com oito cadeiras.

A decoração era minimalista, mas confortável. No entanto, Vanessa não conseguia encontrar toques pessoais em qualquer lugar - não havia fotos, nem revistas ou livros espalhados, nada sobre os balcões na cozinha. Ele parecia muito limpo e livre de confusão.

Que lugar é esse? — Ela perguntou a Zac, quando ele deixou as malas no chão e passou a abrir as portas de vidro que levavam para o jardim atrás.

É de Beppe. — Isso foi tudo que ele disse, enquanto abria as portas. A parede inteira que levava ao jardim desapareceu, quando Zac deslizou todos os seis painéis de vidro para o lado. Vanessa se juntou a ele, incapaz de resistir à tentação de olhar para fora por mais tempo. Ela saiu para um pátio de pedra. Um gramado verde exuberante espalhava para além , até as árvores que circundam o jardim. À sua esquerda, viu uma piscina oval, com uma tenda ao lado. Olhando mais de perto, ela percebeu que não era apenas uma tenda - havia uma banheira jacuzzi no interior. Levantando uma sobrancelha para Zac, que estava observando a reação dela, Vanessa apontou para a jacuzzi.

Como eu disse , é de Beppe. — disse Zac, e sorriu.

Por que ele não mora aqui, então?

Você pode ver Beppe vivendo no meio de lugar nenhum em tempo integral? Ele ficaria louco em dois dias no máximo.

Então por que ele comprou? — Vanessa odiava intrometer, mas parecia estranho comprar uma casa enorme, ainda mais em Toscana, e não viver nele.

Ele não comprou. Seu avô deixou para ele. — Zac respondeu a sua pergunta, mas era óbvio pelo seu tom de voz e postura rígida, que não queria elaborar mais. Vanessa deixou pra lá. Por que isso importa, afinal? 
Eles estavam em um casa bonita sozinhos, todo o resto era irrelevante.

Quanto tempo nós podemos ficar? — Ela perguntou.

Quanto tempo você quiser. Liguei para Antônio antes de sairmos, e ele deve ter abastecido o frigobar para nós. Isso vai nos sustentar, pelo menos, por alguns dias. Mas podemos ir à cidade e comprar mais comida, ou qualquer outra coisa que precisarmos. — Zac se moveu atrás dela e rodeou sua cintura com os braços, apoiando o queixo no topo de sua cabeça.

E o seu trabalho? Quando é que você tem que estar de volta?

Não se preocupe, linda, nós ficaremos o tempo que quiser. Ponto final. — Ele beijou o lado de seu pescoço e apertou seus braços com mais força ao redor dela.

Quem é Antônio?

Ele e sua esposa Cristina são os caseiros da casa.

Você quer dizer que não estamos sozinhos aqui? — Vanessa não conseguia esconder a decepção em sua voz. Zac riu.


Estamos. Eles moram em outra casa, ao lado do vinhedo.

Outra casa? Vinhedo? Quão grande é esta propriedade, exatamente?

Grande. Vou levá-lo para ver como eles fazem o vinho amanhã, se quiser. Eles adorariam conhecê-la.

Será que eles têm um daqueles enormes banheiras cheias de uvas que você pode misturar com os pés? — Os olhos de Vanessa iluminaram com entusiasmo. Ela sempre quis fazer isso, desde que ela tinha visto em um filme uma vez. Parecia uma experiência extraordinária.

Zac riu novamente.

Eles têm. Eles mantêm uma para entretenimento, eu acho, já que ninguém usa mais esse método para fazer o vinho. Mas é muito cedo para colher as uvas, eles geralmente começam em meados de agosto — Ele roçou o lado de seu pescoço novamente.. — Podemos voltar em agosto, se quiser.

Eu adoraria isso.

Vanessa virou a cabeça para olhar para ele, e não conseguia esconder o sorriso encantado. Grata a Zac por ele ter todo este trabalho em limpar a sua agenda e afastá- la de seus problemas, Vanessa beijou sua bochecha carinhosamente e sussurrou:

Obrigada. — Ele acenou com a cabeça, aceitando a sua gratidão e, puxando-lhe a mão, levou-a para dentro.

Está com fome? — Ele perguntou.

Sim.

Bom, porque eu estou morrendo de fome. Deixe-me ver o que posso fazer. — Ele abriu a geladeira e começou a tirar algumas coisas pra fora. — Se você quiser, pode ir lá para cima e desfazer as malas, tomar um banho ou algo assim. Eu vou fazer alguma  coisa para comermos enquanto isso.

Como era possível um homem tão maravilhoso existir? Ele era atencioso, generoso, apaixonado, incrivelmente sexy e carismático - e ele cozinhava! Vanessa ainda tinha que encontrar uma falha nele.

Você está olhando para mim de novo. — disse ele, produzindo um sorriso diabólico e afastando Vanessa de seus pensamentos. — Eu daria tudo para saber o que trouxe essa expressão sonhadora em seu rosto.

Você. — disse ela, seu sorriso desaparecendo de forma inesperada e seu rosto ficando sério. Sentindo a mudança, Zac cobriu a distância entre eles em poucos passos largos e esmagou sua boca na dela. Vanesssa respondeu imediatamente, abrindo os lábios para ele, e permitindo acesso total a sua boca, sua língua , sua alma. Ele agarrou seu cabelo na parte de trás de seu pescoço, puxando-o para trás e expondo sua garganta e queixo para ele explorar com beijos famintos. Havia algo de desesperado, animalesco, sobre a maneira como ele reagia à sua admissão com essa única palavra. Vanessa abriu os olhos, tentando recuperar os sentidos e viu Zac arrastando sua língua ao longo de seu pescoço, olhando para ela. Seus olhos castanhos estavam desfocados, ansiosos e desfocados com a necessidade. Havia algo de muito mais profundo acontecendo por trás deles, mas Vanessa estava muito desgastada e com muito medo de entrar nisso agora.


Zac... — disse ela, sua voz saindo rouca. Ele moveu os lábios para trás e abrandou, beijando-a com ternura, tentando recuperar o controle. Suas mãos se moveram para o lado de seu rosto, segurando seu rosto enquanto ele pressionou sua testa contra a dela, respirando pesadamente. Vanessa apertou a mão no peito dele , e sentiu seu coração batendo em um ritmo frenético.

Sinto muito. — disse ele em voz baixa, ainda não a soltando.

Não sinta. — Vanessa moveu a mão do peito dele até rosto, roçando-o com os dedos.

Eu sei que nós viemos aqui para manter a sua mente fora das coisas, e a última coisa que você precisa sou eu em cima de você desse jeito, mas é só que eu não consigo me controlar perto de você. Especialmente quando você está toda sonhadora e sexy, pensando em mim.

Isso não vai acontecer novamente. — disse Vanessa, e o olhar horrorizado nos olhos de Zac a fez rir. — Eu estou brincando! Eu não poderia evitar, mesmo se eu quisesse. Desde que eu te vi naquele dia na praia, tudo que eu penso é você.

Zac deu um passo para trás e sorriu, os olhos brilhando de alegria.

— Eu também. Você ainda tem aquele vestido amarelo que usava naquele dia? Eu adoraria arrancá-lo de você.

Espere , você se lembra de mim ?— Vanessa sempre pensou que Zac não tinha prestado atenção a ela naquele dia, e que ele só se lembrou de seu primeiro encontro “oficial” na praia no dia seguinte, quando ela machucou o pé.

Claro que eu me lembro de você. Você olhou para mim de boca aberta por um longo tempo, baby.

Hey. — Vanessa bateu na parte superior do seu braço de brincadeira. — Você estava saindo do mar em câmera lenta, todo bronzeado, lindo e molhado. O que eu deveria fazer?

Eu tenho certeza que estava me movendo a uma velocidade normal.

Não como eu vi. — Ela piscou para ele e ele sorriu. — E, além disso, deve haver uma tonelada de outras mulheres olhando para você o tempo todo. Eu pensei que você estava acostumado a isso.

Nem todas as mulheres que olham para mim têm pernas longas e magras, um cabelo caramelo incrível, pele pálida impecável e parece incrivelmente bonita em um vestido amarelo curto. — Enquanto ele falava, Zac se aproximou dela novamente, enfatizando cada palavra, enquanto seus olhos percorriam o corpo de Vanessa.

Quando eu vi você no dia seguinte sozinha na praia, eu não podia acreditar na minha sorte. Quando você feriu o pé, tive a oportunidade de bancar o seu herói. Cuidar de você — disse ele, e aproximou-se ainda mais. Vanessa podia sentir sua respiração sobre seus lábios, e seu coração acelerou novamente. — Eu fui um tolo em não te convidar para sair naquele dia, mas não iria me sentir bem em fazer um curativo em seu pé e dar em cima de você, nem passando cinco minutos. Quando eu te vi na casa de Ash, eu sabia  que havia uma razão para você continuar aparecendo na minha vida.

Ele roçou os lábios nos dela, e Vanessa estava hipnotizada com as suas palavras, sua boca, o jeito que ele olhava para ela. Ela ficou congelada no lugar, incapaz de se afastar. Recusando-se a se afastar. — Eu acho que é uma boa ideia você organizar a mala, porque se você ficar aqui, eu não posso prometer que vou resistir em jogá-la por cima do meu ombro e levá-lo até o quarto. — Ele beijou a pele embaixo da orelha e ela estremeceu.

Certo. Mover. Arrumar mala. Chuveiro. Definitivamente chuveiro.

Onde é o quarto? — Ela perguntou sem fôlego.

Lá em cima, segunda porta à sua esquerda. — Zac sorriu e, dando-lhe um último beijo no rosto, voltou a fazer o jantar.

Zac, esta é a segunda refeição incrível que você cozinhou para mim. Eu não posso acreditar que você não é um chef, assim como Gia. Você tem algumas habilidades especiais.

Ele tinha feito lasanha, cozido pão de alho a partir do zero e uma enorme salada com o molho mais saboroso que Vanessa já provara.

Eu considerei isso por um tempo. Meu pai era um chefe, e eu e Gia adorávamos vê-lo cozinhar. Eu acho que depois que ele morreu, eu não poderia fazer algo que me faria lembrar dele todos os dias. — Toda vez que Zac falava de seu pai, uma sombra inconfundível de tristeza surgia em seu rosto. Vanessa sabia que nunca iria embora, não importa quanto tempo se passasse. — Gia, por outro lado, estava mais determinada do que nunca em ser chef. Ela tinha dezessete anos quando ele morreu, e passou a estudar muito para entrar na faculdade. Todos os seus esforços eram em tirar boas notas e ser aceita no Instituto de Artes Culinárias. Eu acho que todo mundo lida com a dor de forma diferente , eu queria esquecer, enquanto tudo o que ela queria fazer era se lembrar dele.

Vanessa poderia entender isso completamente e, pela primeira vez desde que seu pai  e seu irmão morreu, ela se sentiu pronta para falar sobre isso com alguém além de sua mãe.

Você está certo, todo mundo chora da sua própria maneira. Após o acidente, Niki partiu com Ashley, deixando cada coisa que lembrava o marido para trás, inclusive eu e minha mãe. Minha mãe, porém, sentiu que precisava se lembrar de seu filho e seu marido todos os dias e se recusou a se mudar. Mas no final, não importa onde você mora ou o que você faz. Você se lembra das pessoas que perdeu a cada dia, quer você queira ou não. Eu acho que tudo o que podemos fazer é continuar com as nossas vidas da melhor maneira possível e chegar a um acordo com esse fato, embora nunca iremos esquecê-los, eles nunca vão voltar.

Zac assentiu com a cabeça, mas ficou em silêncio, como se as palavras de Vanessa estivessem sendo processadas. Eles terminaram a lasanha em silêncio, e mesmo que não fosse desconfortável, Vanessa sentiu Zac afastar. Ele tinha uma tendência a fazer isso às vezes, pensar tão duro sobre algo, que todos os seus outros sentidos desligavam. Agora Vanessa precisava dele lá, não distante em sua cabeça, e a vibração distante que ele  estava projetando era insuportável.

Então, me diga mais sobre esta casa. Quando Beppe a reformou? Tudo parece novo aqui. — Zac tomou um gole de sua bebida, tentando concentrar todos os seus pensamentos no presente, antes que ele falasse.

Cerca de três anos atrás. Ele contratou empreiteiras para fazê-lo, mas ele estava aqui quase todos os dias. Eu acompanhei e fiquei fascinado. Eu fiz tantas perguntas e queria estar envolvido em tudo o que estava acontecendo, que eu deixei todos loucos. Em um ponto, o gerente de projeto ameaçou sair se eu não desistisse. — Vanessa riu porque ela poderia perfeitamente imaginar Zac fazendo isso. Ela sabia, por experiência pessoal, como ele era determinado quando decidiu que queria algo, e ele tentava de tudo, até conseguir.

Meu palpite é que você não afastou, não é?

Sem chance — disse ele e sorriu, parecendo encantado que ela soubesse como ele reagiu. — Acionei meu charme, e ele estava comendo na minha mão nas próximas três semanas.

Às vezes eu acho que você não tem noção do que a palavra “não” significa.

Oh, eu sei o que significa. Eu só não gosto. — disse ele, e piscou para ela.

Foi por isso que você decidiu que queria seguir esse tipo de carreira? — perguntou Vanessa, levando a conversa de volta aos trilhos.

—Eu sempre fui interessado em edifícios, eu acho. Mas sim, esse foi o momento que percebi que não queria construir novos.  Prefiro salvar os negligenciados.  Na Itália, existem muitas casas antigas incríveis, deixadas para apodrecer sob os elementos da natureza. Muitas pessoas não querem assumir tais projetos, porque é difícil, a maioria dessas casas estão tombadas como patrimônio, e há uma série de questões burocráticas, lotes de licenças para conseguir. No lado positivo, elas são muito baratas para comprar e, geralmente, vêm com muita terra.

O coração de Vanessa inchou quando Zac falou. A necessidade de ajudar e proteger stava profundamente enraizada em seu DNA. Se ele quisesse seguir uma carreira com desenvolvimento de projetos em propriedade, seria muito mais fácil construir novas casas a partir do zero. Mas não, ele tinha que salvar as antigas, dar nova vida a eles. Torná-las felizes.

Eu posso te mostrar, se você quiser. — Vanessa percebeu que Zac ainda estava falando, e ela não tinha ouvido uma palavra nos últimos dois minutos.

Desculpe, o quê? — Ela perguntou, trazendo toda a sua atenção de volta para ele novamente.

Onde você foi? Você parecia sonhadora por um momento. Você tem que parar de pensar em mim o tempo todo, você sabe. — ele brincou com um sorriso encantador.

Eu vou fazer o meu melhor.

Então, eu estava perguntando se você queria ver algumas das casas que eu estou de olho. Elas não são longe, a maioria delas está aqui na Toscana.


Claro, eu adoraria. Amanhã?

***
Boa noite meninas!Espero que todas estejam bem ♥
O que estão achando da história???
Estão tão apaixonadas quanto eu?
Sim,eu sou viciada nesse livro *-*
Bom, sigam também minha mais nova criação "Paixão Proibida", 
fanfic inspirada no romance proibido de Aria e Ezra,
ou Ezria, meu shipper em Pretty Little Liars.
P.S.: Quem nunca viu PLL, eu super,mega recomendo. 
Melhor série do todas ♥
Comentem bastante e até mais,xoxo

terça-feira, 7 de março de 2017

Capítulo Vinte e Cinco

— Posso supor que, se estava tudo bem eu ficar a noite passada, temos a bênção de Niki? — Zac perguntou, enquanto ele cortava os peitos de frango em cubos. Depois de tudo o que aconteceu hoje, Vanessa tinha esquecido completamente de lhe dizer como as “negociações” com Niki e Ashley tinham sido.

Ela resumiu o que cada uma delas tinha dito, deixando alguns dos detalhes de fora, e expressou sua preocupação com a reação calma de Ashley - especialmente depois que ela tinha reagido tão negativamente quando pensou que Zac tinha passado a noite  lá  apenas cerca de uma semana atrás. No final, ambos concordaram que a chave para a recente esquisitice de Ashley era o seu encontro secreto, e estavam mais determinados do que nunca a descobrir exatamente o que estava acontecendo.

Niki chegou em casa, assim que Zac estava tirando a beringela para fora do forno,  e foi seguida logo depois por Ashley. Ambas estavam entusiasmadas com a refeição, porque estava cheirando muito bem, e parecia deliciosa. Depois que elas saíram para se refrescar e trocar de roupa, Zac e Vanessa fizeram a salada e colocaram a mesa.

—Vamos lá, gente, eu estou morrendo de fome. — Vanessa gritou, assim que elas retornaram a cozinha.

—Jesus - alto demais — Ashley disse, e pegou seu lugar na mesa.

—Eu estou com fome. Não mexa comigo agora — Ashley levantou as mãos na frente e revirou os olhos.

Todos pareciam famintos, e atacaram sua comida, que estava deliciosa. Zac tinha um talento para cozinhar, assim como sua irmã. Quando a barriga começou a encher, o clima ficou ainda mais descontraído, e a conversa começou a fluir.

Quando o jantar acabou, Niki e Ashley se ofereceram para limpar, já que Vanessa e Zac tinham cozinhado, e depois de uma objeção hesitante, eles concordaram. Era muito cedo para ir para a cama, e tanto quanto Vanessa queria trancar Zav em seu quarto, e tê-lo todo para si mesma, ela achou que seria rude com sua tia e Ashley. Ela o levou até o sofá e, aconchegando-se ao lado dele, começou a passear pelos canais de TV, até que encontrou um filme do seu gosto.

Ash, apresse-se, “Step Up” acaba de começar — ela gritou em direção a cozinha, um pouco perto demais da cabeça de Zac.

Ouch! — Disse ele, esfregando a orelha.

Desculpe, querido! Me animei um pouco. Você está bem?

Eu acho que estou muito ferido, você pode dar uma olhada e talvez , eu não sei,me dar um beijo? Ou cinco? — Ele sorriu, enquanto Vanessa se inclinava para dar um beijo.

Ok, eu não quero ver isso. Vocês podem, por favor, se limitar ao estilo familiar até que o filme acabe? — Ashley disse, entrando na sala de estar e se jogando sobre o pufe ao lado deles.

—Na verdade, não, eu acho que não.— respondeu Zacv, beijando Vanessa novamente e piscando para ela quando se afastou.

Ashley vasculhou a prateleira debaixo da mesa de café e pegou seu caderno de desenho e um lápis. Vanessa tinha notado antes que, quando todos se reuniam na sala para assistir TV ou conversar, sua prima iria sentar e esboçar, e ao mesmo tempo totalmente tomar parte na conversa.

Que parte é essa? — Perguntou Ashley.

Eu acho que é a três.

Vocês estão falando sério sobre isso? Vamos assistir a um filme de dança? — perguntou Zac.

Sim. — ambas responderam juntas. Zac deixou cair a cabeça para trás no sofá quando ele exalou alto, deixando elas saberem que ele não estava feliz com isso.

*
Zac, acorde — alguém sussurrou, e empurrou-o pelo braço. Abrindo os olhos até a metade, ele percebeu que era Ashley. A TV estava desligada, e Vanessa estava dormindo ao lado dele. — Eu acho que todos nós devemos ir para a cama. — Ela apontou para Vanessa.

Eu cuido dela. Você pode subir. — Ashley acenou com a cabeça, e subiu as escadas.

Zac não queria acordar Vanessa. Ela parecia tão calma e linda quando dormia. Em vez disso, ele se levantou e, tão suavemente quanto pôde, pegou-a e a levou para cima. Ele conseguiu abrir a porta de seu quarto sem acordá-la e colocá-la na cama. Ela resmungou algo baixinho, mas não acordou. Aconchegando-se ao lado dela, Zac puxou as cobertas sobre eles e, lentamente, a puxou contra ele, até que todos os contornos do seu corpo fundiram com o dele.

Quando ele acordou, o sol já estava alto, brilhando através das janelas no quarto de Vanessa. Ele tinha esquecido de fechar as cortinas na noite passada. Vanessa dormia enrolada em seu lado, praticamente na mesma posição que estava a noite passada. Ontem deve ter sido tão desgastante para ela, como tinha sido para ele. Não querendo acordá-la, ele escorregou para fora da cama e se dirigiu para o banheiro.

Até o momento que tinha terminado seu banho, Vanessa estava deitada na cama, acordada, mas parecia que ela não queria se levantar ainda.

Oi — ele disse, quando se esticou ao lado dela e enfiou a cabeça na dobra do seu braço.

Oi — ela disse. Ele estava se acostumando com suas respostas de uma só palavra no período da manhã.

Hoje é o dia, hein? — Ele não tinha que esclarecer que queria dizer seguir Ashley. Vanessa assentiu. — Temos de detalhar mais com o plano. Não podemos simplesmente correr atrás dela. Ela também conhece meu carro e vai nos ver a uma milha de distância.

O café primeiro, o plano depois. — Vanessa resmungou e Zac riu.

Ok, eu vou descer e fazer um pouco de café e trago aqui, enquanto isso você vai tomar seu banho e acordar. Eu quero de volta a boa e articulada Vanessa.

Depois de considerar, pelo menos, meia dúzia de cenários possíveis, eles encontraram falhas em cada um. No final, Vanessa veio com algo muito simples, mas, Zac pensou, possivelmente o mais eficaz. Eles fingiriam ter planos, beijar muito para que Ashley se recusasse a ir com eles quando a chamassem para sair, entrar no carro e ir embora. Eles estacionariam por perto, de modo que não fosse óbvio onde estavam, mas onde ainda podiam ver a casa. Se Ashley pensasse que eles tinham ido embora, as chances é que ela seria muito menos cuidadosa, e então eles seriam capazes de segui-la facilmente, mantendo uma distância segura.

A primeira parte do plano funcionou como mágica, Ashley se recusou a se juntar a eles depois que ela testemunhou vários beijos particularmente picantes. Eles estacionaram a menos de cem metros da rua, em uma fila de carros que os deixavam invisíveis, se você não estivesse particularmente à procura de um BMW prata. Era hora do almoço e, como Vanessa havia previsto, Ashley deixou a casa um pouco depois das 12:30hs, esperando ela  virar a esquina para a rua principal, Zac ligou o motor e seguiu com o carro atrás dela. Quando chegaram à rua principal, Ashley estava entrando em um táxi

Perfeito. Eles se cumprimentaram, e Zac seguiu o taxi a uma distância segura.

Logo, o táxi parou no estacionamento do Centro Médico “Giuseppe Mazzini”.

— Que diabos? — Zac murmurou, enquanto acelerava, estacionando o carro e desligando o motor, antes que Ashley pudesse observá-los quando saísse do táxi. Ela correu em direção à entrada principal, sem sequer olhar para trás.

Que lugar é esse? — Perguntou Vanessa, saindo do carro.

É a melhor clínica privada na cidade. Que diabos ela está fazendo aqui, Nessa? — Zac estava franzindo a testa e ficando seriamente irritado.

Eu não tenho ideia. Como é que vamos descobrir? Aposto que não é muito fácil conseguir informações na recepção.

Vamos esperar. Ela vai sair mais cedo ou mais tarde. Então a confrontaremos aqui, até que ela derrame tudo.

Zac inclinou-se sobre o capô do carro, cruzando os tornozelos. Vanessa foi até ele e encostou nele, suas costas contra seu peito. Ele cruzou os braços sobre os dois, e eles esperaram.

Em cerca de 15 minutos Ashley reapareceu pela porta principal. Ela não estava sozinha. Ela estava empurrando alguém em uma cadeira de rodas. Um homem. Zac empurrou Stella suavemente para que ele pudesse dar uma olhada no homem.

Meu Deus — ele exclamou, entendimento inundando suas veias e drenando a cor do seu rosto.

O quê? O que está acontecendo, Zac? Quem é esse? — Seu pânico passou para Vanessa, porque o olhar em seus rosto era frenético.

Zac passou as mãos pelos cabelos, andando para trás e para frente, incapaz de responder à pergunta. Vanessa ia surtar, ela perderia o controle no momento que ele contasse a ela. Mas como poderia ele não falar? Ashley, alheia a tudo ao seu redor, empurrou a cadeira de rodas ao longo de um caminho pavimentado para o que parecia um lago à distância.

Zac, pare de andar e me diga o que diabos é isso e por que você está tão pálido? — Ela exigiu.

Zac parou e olhou diretamente nos seus olhos antes de falar.

É Christopher French. O homem que bateu em nosso carro.

*
Vanessa sentiu o sangue congelar e calafrios atravessaram todo o seu corpo.

O quê? — Ela sussurrou.

Você me ouviu. Esse é o bastardo que cruzou um sinal vermelho e bateu no nosso carro. Ele ficou paralisado após o acidente. Estava nos jornais.

Por que estava nos jornais?

Ele é o filho de Gennaro French, um bilionário que é dono de metade de Gênova.

O cérebro de Vanessa se recusou a processar a informação. Ela sentiu-se mal.

Por que ela está aqui, Zac? Por que ela está levando esse maldito pedaço de merda para uma caminhada? — Vanessa sabia que ela estava ficando histérica, mas ela não podia evitar. Tudo o que ela conhecia sobre sua prima estava desabando, e ela não sabia mais quem era essa pessoa.

Eu não sei, querida. Por favor, acalme-se. Eu tenho certeza que há algum tipo de explicação...

A menos que ela vá empurrá-lo de cabeça dentro do lago, eu não quero ouvir outra explicação! Como ela pôde fazer isso, Zac? Depois do que aconteceu? Como ela poderia ter qualquer compaixão por alguém que... — A voz de Vanessa sumiu, quando um soluço escapou de sua garganta, e ela inclinou-se sobre Zac em busca de apoio.

Ácido inundou seu estômago, e ela não conseguia segurar seu café da manhã mais. Afastando dele tanto quanto podia, ela se curvou e vomitou, todo o seu corpo em convulsão. Ela sentiu as mãos de Zac afastando seu cabelo e ele acariciou suas costas, até que ela terminasse. Em seguida, ele a levou de volta ao carro e deu-lhe um lenço e uma garrafa de água. Eles partiram sem olhar para trás.

Por favor, envie uma mensagem, lhe dizendo que aconteceu algo importante, e ela precisa voltar aqui. — Vanessa disse, assim que entraram na casa. Ela não disse uma palavra no carro, tentando se acalmar, forçar alguns pensamentos racionais em seu cérebro e pensar em como lidar com a situação.

Zac pegou seu telefone e fez o que ela pediu. Imediatamente ele recebeu uma resposta e leu em voz alta.

Ashley: Por quê? Estão todos bem? O que aconteceu?

O que devo dizer a ela? — Zac perguntou, enquanto lia o texto para Vanessa.

Eu não sei... O que quiser. Apenas certifique dela vir aqui. — Vanessa foi para a cozinha e serviu-se de um enorme copo de limonada.

Ela está vindo — disse Zac, quando se juntou a ela na cozinha. Ele provavelmente sentiu que Vanessa não precisava de ninguém dizendo a ela para relaxar ou tentar acalmá-la de qualquer maneira, porque ele manteve distância e sentou-se à mesa. Ele não perguntou qual era seu plano: o que ela ia dizer ou fazer. Ele apenas ficou lá, uma parede de força, sem ostentação, que Vanessa sempre poderia se apoiar, se ela precisasse.

Sentaram-se em silêncio até que eles ouviram a porta da frente abrir. Vanessa imediatamente ficou tensa, preparando-se para o confronto. Pensando que ela tinha sua raiva sob controle, ela entrou na sala de estar, encontrando Ashley na metade do caminho. Porém, no momento em que viu sua prima, sua raiva retornou á tona, sufocando-a.

O que está acontecendo? Está todo mundo bem? — Perguntou Ashley.

Não, Ash, eu não estou bem. — Vanessa disse com os dentes cerrados. Ela sentiu Zac entrar na sala de estar, mas se manter em pé a uma distância segura, dando-lhes espaço.

Então... Por que eu tive que correr de volta aqui?

Eu sei que você prefere ficar com o seu namorado, o único que ficou bêbado, entrou em um carro, ignorado um sinal vermelho e bateu em você. Essas palavras te lembram dele? — Cada palavra de Vanessa cortante e gotejando com a traição e decepção. Ashley empalideceu em um piscar de olhos. Ela perdeu o equilíbrio e teve que se segurar na borda das costas do sofá para apoio. Ninguém se moveu em direção a ela. Vanessa olhou para Zac, que estava sentado no braço do outro sofá, de braços cruzados na frente do peito, franzindo a testa.

Como é que vocês descobriram? — A voz de Ashley era pouco mais que um sussurro.

— Será que isso importa?  —Vanessa gritou.  Ashley não respondeu.  Ela agarrou a almofada do sofá e os nós dos dedos estavam brancos devido ao esforço, mas ela não se atreveu a encontrar os olhos de Vanessa. — Você não vai dizer nada?

Eu posso explicar... — Ashley começou, com a voz trêmula.

Oh, pode é? Estou muito interessada em saber por que diabos você está bancando a enfermeira desse babaca.

Não é assim...

Como você pôde, Ashley? Como você pode ser tão hipócrita e ter compaixão por ele, quando sua vida foi dilacerada por alguém como ele? — Os olhos de Vanessa estavam atirando punhais em sua prima, mas ela não podia saber, porque ela ainda não conseguia olhar para ela.

Ele não é como aquele homem, é diferente...

Como? Porque você não morreu? Bem, há sempre a próxima vez!

Não haverá uma próxima vez com ele - ele não vai falar, não vai andar, ele nunca vai dirigir um carro novamente. — Pela primeira vez, Ashley olhou para os olhos de Vanessa, levantando a voz e parecendo determinada a defender seu ponto.

Bom! Estou feliz por algo de positivo sair dessa situação! — Vanessa gritou e cerrou os punhos ao seu lado. Ela estava vagamente consciente de que Zac tinha deixado seu lugar no sofá e se aproximou dela.

Como você pode dizer isso! Ele está quase morto, e não há sequer um arranhão em nós!

 Os olhos de Ashley se encheram de lágrimas, e a boca de Vanessa se abriu em choque.

Você vai chorar por ele? Sério? O que há de errado com você? — Vanessa gritou e deu alguns passos no sentido de Ashley, com a intenção de sacudi-la para fora de sua ilusão, quando Zac agarrou-a pelos braços e puxou-a de volta. Ela não resistiu.

Estou apaixonada por ele! Isso é o que há de errado comigo! — Ashley gritou de volta, e as lágrimas escorreram pelo rosto. Vanessa voltou nos braços de Zac, enquanto ela balançava a cabeça em negação. Ele envolveu-a em seus braços quando ela começou a soluçar.

Vanessa, por favor, eu vou te dizer tudo, acalme-se e me ouça. — Ashley disse, e tentou aproximar-se da sua prima.

Não se atreva a chegar perto de mim! Você está louca: clinicamente insana! Como você pode esquecer, Ash? Como você pode esquecer o que ele fez com a gente? Como você pode esquecer os três túmulos que ele deixou para trás? — Vanessa estava tremendo e chorando, e se não fosse por Zac que a segurava, ela teria sido caido no chão.

Chris não é ele! — Ashley cuspiu com raiva.

Stella balançou a cabeça, incapaz de sequer começar a entender para onde sua prima estava indo. Ela virou-se para Zac e disse:

Por favor, me tire daqui. Eu não suporto estar perto dela um segundo a mais.

Sem hesitar, ele agarrou a mão dela e levou-a pela porta. Eles entraram no carro, e as marcas de derrapagem permaneceram na entrada quando eles partiram.