domingo, 24 de setembro de 2017

Capítulo Trinta e Três

Os próximos dez dias se passaram em um borrão. Vanessa mal viu sua mãe, porque Niki a levou para Milão, Turim, Veneza, Verona, Toscana e sabe Deus onde mais. Toda vez que voltavam para casa, as duas mulheres estavam brilhando de felicidade. Gina tinha dito várias vezes que, se algum deles quisesse se juntar a elas, eram bem-vindos. Ashley se recusou por causa dos compromissos de trabalho, supostamente, mas Vanessa suspeitava que ela estivesse preocupada com Chis. Ela tinha ido visitá-lo muito mais vezes durante essas últimas duas semanas, mas se recusou a falar sobre isso. Vanessa odiava que sua prima teimosa estivesse sofrendo sozinha, mas se ela não quisesse falar, ela não poderia obrigá-la. Manter essa grande segredo de sua mãe também estava pesando para Ashley, e Vanessa tinha notado como ela se distanciou de Niki, tentando mantê-la na ignorância.
Vanessa tinha passado todo o seu tempo com Zac. Ele lhe deu mais duas aulas de direção, o que ela tinha realmente apreciado neste momento. Ela ainda não tinha certeza se algum dia iria tirar a carteira de motorista, mas como ela estava se divertindo e depois ainda ficava com Zac no carro, Vanessa decidiu não pensar nisso e apenas desfrutar o momento.
Ele também a levou para seu barco algumas vezes. Ele ancorava em algum lugar isolado, e eles ficavam no convés, tomando sol e conversando. Vanessa não tinha certeza  do que ela gostava mais - fazer amor com Zac ou conversar com ele. Quando ele a tocava, ele a fazia quebrar em milhões de pedacinhos de prazer, antes que ele colocasse de volta juntos - e, em seguida, começava tudo de novo. Quando conversavam, ele sempre conseguia surpreendê-la, dizendo algo completamente bizarro ou obscenamente engraçado. Vanessa não podia imaginar nunca ficar entediada em sua presença.
Felizmente, ele não tinha tentado novamente confessar qualquer um dos sentimentos que tinha por ela. Vanessa tinha certeza de que ela não teria sido capaz de se controlar, se ele tivesse feito isso. Seria demais. Era duro o suficiente para ela, que a data da sua partida se aproximava com a velocidade da luz.
Sua mãe supostamente partiria no prazo de três dias e Niki a tinha levado em uma última viagem. Aparentemente, havia um mercado de antiguidades muito famoso em uma pequena cidade perto de Pádua chamado Piazzola sul Brenta, e as pessoas em toda a Itália iam visitá-lo. Niki foi uma vez antes, e afirmou que Gina iria adorar. Vanessa orou para qualquer coisa que a sua mãe decida comprar, se encaixe com as restrições de bagagem.
Era sexta-feira à noite, e Ashley tinha uma exposição na galeria. Seu chefe conseguiu garantir uma mostra exclusiva do mais recente trabalho de um artista muito popular, e Ashley estava muito animada durante toda a semana. Um grande número de pessoas era esperado para aparecer, e seria uma noite agitada, por isso, provavelmente seria bem tarde antes que ela chegasse em casa.
Zac estava agindo estranhamente o dia inteiro, e cada vez que Vanessa lhe perguntava o que estava acontecendo, ele desviava a questão, ou a beijava até que ela se esquecesse de como formar alguma palavra. Logo depois, às 8 horas da noite, ele disse a ela para se vestir, porque eles iriam sair. É claro que ele não iria lhe dizer onde, mas o sorriso bobo em seu rosto dizia a Vanessa que ele tinha algo planejado e esta era a razão para seu comportamento estranho durante todo o dia.
Ela rapidamente colocou um vestido amarelo e um par de sandálias, e estava pronta para ir. Quando eles saíram, Zac segurou a mão dela na sua e eles começaram a descer a rua, em vez de entrar em seu carro. Logo Vanessa percebeu que eles estavam indo para a praia.
O sol estava quase desaparecendo, então havia apenas algumas sombras alaranjadas lambendo a superfície da água. A praia estava praticamente vazia, apenas um corredor ocasional podia ser visto correndo, enquanto caminhavam lado a lado ao longo da costa.
— Feche os olhos. — disse Zacc, movendo-se na frente dela em um movimento rápido.
— Por quê?
— Apenas feche,Nessa. — ele suspirou, e deu-lhe um sorriso desarmante. Ela revirou os olhos antes de fechá-los. Zac a beijou e sussurrou: — Mantenha-os fechados até que eu diga que você pode abri-los. — Vanessa assentiu. — Prometa-me que você não vai espreitar.
— Eu não vou espreitar.
— Bom. — Ele levou as duas mãos na sua, mas não se mexeu. Sentiu-o mover a parte superior do corpo, mas ele não começar a andar. O que ele estava fazendo? Por que ela tinha um mau pressentimento sobre isso? Era como se ele estivesse indo fazer algo grande esta noite, algo que não haveria retorno depois.
Em poucos minutos, Zac puxou seus braços para a frente e ela começou a andar. Demorou cada grama de autocontrole que Vanessa possuía para não abrir os olhos e ver o que estava acontecendo ao seu redor. Eles caminharam juntos por alguns minutos, antes que Zac parasse e, respirando fundo, falasse: — Abra.
Ela fez isso. Eles estavam em frente de seu posto de salva-vidas e havia velas acesas em torno de todo o espaço.
— Uau. Como você fez isso? — Vanessa teria visto as velas de longe se tivessem sido acesas, a poucos minutos atrás.
— Eu tive um pequeno ajudante. — Ele piscou para ela e a levou pelas escadas, fazendo um gesto para que ela se sentasse. Quando o fez, ele se ajoelhou na areia em frente a ela. — Estou tão feliz que você usou esse vestido esta noite. — Confusa, Vanessa deu uma rápida olhada em seu vestido, perguntando o que havia de tão especial sobre ele. E então lembrou-se: era o vestido que usara no primeiro dia que ela chegou em Gênova: o vestido que ela estava usando quando viu Zac pela primeira vez.
— Você estava usando o mesmo vestido, quando eu a vi pela primeira vez e você mudou minha vida para sempre. — disse Zac, e Vanessa abriu a boca para dizer alguma coisa, qualquer coisa, apenas para que ela pudesse interrompê-lo, porque ela já sabia aonde isso ia. Zac colocou um dedo sobre os lábios silenciando-a. — Eu sei que você não quer ouvir isso, mas eu não posso prendê-lo mais.
Ele tirou o dedo de seus lábios e substituiu-o com a boca, dando-lhe um beijo lento  e suave.
— Nessa, eu te amo. Eu te amei desde que primeira vez que te vi. Meu cérebro precisava de algum tempo para recuperar o atraso, mas meu coração era definitivamente seu desde aquele momento. — Zac fez uma pausa, estudando seu rosto e esperando algum tipo de reação. Vanessa não sabia o que dizer. No fundo, ela sabia que Zac a amava, mas agora que ele tinha tido todo esse trabalho para realmente dizer isso, se tornou real.
Ela estava partindo em menos de duas semanas. Ela tinha uma consulta com seu oncologista em três semanas. Que diferença faria que ele a amava, ou que ela o amava, quando havia uma forte probabilidade do câncer estar de volta?
— Zac, eu... Eu não sei o que dizer. — Era exatamente como se sentia. Nada que falasse iria soar direito.
— Você não tem que dizer nada. Eu não fiz isso para colocá-la contra a parede, Vanessa. Eu... Eu preciso de você. Eu não quero perder você. — Sua voz tremia de emoção e Vanessa estava à beira das lágrimas. Ela odiava não ser capaz de dizer a ele o quanto ela o amava, e ainda assim, ela teria que partir. Ela odiava ter que quebrar seu coração.
Zac viu em seus olhos. Ele viu seu conflito interno e o resultado. Ele balançou a cabeça, os olhos cada vez mais desesperado.
— Não faça isso, Nessa. — ele sussurrou. Vanessa sentiu uma lágrima quente deslizar pelo seu rosto. — Não. — Zac se levantou e começou a andar como um animal enjaulado.
—Zac... — Vanessa começou, imaginando o que ela poderia dizer para tornar isso melhor. Ela queria colocar toda a culpa em si mesma e não deixa-lo se sentindo como se tivesse feito algo errado.
— Me ouça. — ele disse a interrompendo e ajoelhando na frente dela. — Eu não sei por que você está tentando me afastar para longe. Não há nada que nos impeça. Nós vivemos em países diferentes, é verdade: mas, se quisermos, podemos fazer isso funcionar. Eu sei que é possível. Eu nunca quis nada tão desesperadamente. Você me faz sentir vivo, como eu sou necessário. Ninguém precisou de mim desde que meu pai morreu Vanessa. Minha mãe se enterrou em seu trabalho e eu raramente a vejo, e Gia se fechou completamente comigo, ainda com sentimento de culpa que não ajudou a tomar conta do nosso pai.
— O que você quer dizer? — Perguntou Vanessa, percebendo que Zac nunca tinha compartilhado como seu pai havia morrido. Ele não gostava de falar sobre isso e Vanessa nunca tinha pressionado o assunto, porque ela sabia o quão doloroso era se lembrar.
Zac passou as mãos pelos cabelos, arrastando-os ao longo de seu rosto, como se reunindo coragem para falar.
— Meu pai tinha leucemia. Quase um ano antes de morrer, ele precisava de cuidados 24hs por dia. Gia se apavorou. Ela o idolatrava, e ver aquele homem forte e confiante reduzido a uma pessoa doente e frágil deitada na cama o dia todo, a deixou apavorada. Ela se jogou em seus estudos - era seu último ano na escola secundária e ela precisava de boas notas para ser aceita pelo Instituto de Artes Culinárias. Minha mãe passou a ser o único ganha-pão em toda a nossa família e trabalhava quase o tempo todo. Assim ela me abandonou. Eu tinha quatorze anos quando dei um tempo da escola por um ano, para cuidar dele em tempo integral. Ele morreu duas semanas depois do meu aniversário de quinze anos.
Vanessa não conseguia segurar as lágrimas por mais tempo, deixando elas descerem livremente por suas bochechas. A vida era tão injusta. O pai de Zac tinha morrido de câncer, e, em seguida, o próprio Zac se apaixonou por uma garota que estava com câncer. Como isso era possível? Por quê? Zac não merecia isso. Ele era uma pessoa incrível, que merecia uma vida longa, cheia de amor, felicidade e sorte.
— Desde então eu me senti desconectado, fluindo com a corrente e sem qualquer objetivo. Até que eu conheci você. Você me dá tudo que eu preciso, Nessa. Você me completa, você conecta todos os pedaços de mim. Eu me sinto completo quando estou com você. Quando eu olho para o futuro, vejo você do meu lado.
Não. Vanessa definitivamente não estava no futuro de Zac, porque ela nem sabia se tinha algum futuro. Mas não podia dizer isso a ele. Se ela lhe contasse a verdade, ele ficaria com ela. Ela não podia permitir que isso acontecesse, ninguém merecia ver duas pessoas que amava morrendo. Mesmo se houvesse uma chance de que ela não morresse, ela ainda não queria que Zac sofresse por ela, enquanto entrava e saía de hospitais e chorava até dormir todas as noites.
— Zac, eu sinto muito sobre seu pai. — ela começou, e ele acenou com a cabeça em reconhecimento. — Você é incrível, mas eu... Eu preciso de algum tempo para limpar minha cabeça. Eu preciso pensar.
Ela não poderia lhe dizer que nunca poderiam estar juntos. Não esta noite. Seu coração ia explodir se ela lhe desse mais dor em tão pouco tempo. Além disso, ela precisava de um tempo para se recompor e se preparar para o que ela tinha que fazer.
— Ok. Falaremos amanhã. — Ele se levantou e começou a soprar as velas. Quando ele terminou, ele estendeu a mão e Vanessa a pegou, levantando-se. — Vamos para casa.
— Posso te pedir uma coisa? Você se importa se eu dormir sozinha esta noite? — Seu rosto caiu e Vanessa se sentiu como a maior vilã do mundo. — Eu só... Eu acho que vai ser melhor se eu pensar sobre isso sozinha.
Zac relutantemente concordou, e a levou até a sua casa. Antes que ele entrasse em seu carro, ele disse:
— Eu sei que tudo que eu disse esta noite é uma responsabilidade muito grande, e eu sei que estou lhe pedindo um compromisso enorme. Eu também sei que provavelmente não vai ser fácil, mas eu sei que, enquanto tivermos um ao outro, nós podemos tudo. — Ele circulou sua cintura e puxou-a para ele, enterrando o rosto na curva do seu pescoço. — Eu te amo, Nessa.
Ela enganchou as mãos atrás do pescoço quando Zac encontrou sua boca e a beijou. Vanessa não se conteve sobre o beijo. Ela lhe deu tudo o que tinha - porque essa ia ser a última vez que ela o beijaria.
Zac sentou-se no carro, fechou a porta e partiu, levando a sua alma com ele.
~♥~♥~♥~♥~
Capítulo dedicado a todas as leitoras do blog!
Obrigada por estarem sempre aqui.
Amo vocês ♥

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Capítulo Trinta e Dois

Zac sentou-se no enorme pufe verde, e Vanessa o seguiu, sentada entre suas pernas e inclinando-se para trás contra seu peito. Era espaço mais do que suficiente para os dois, e se sentia confortável. Por um momento, ele endureceu, sem saber onde colocar as mãos. Virando a cabeça para encará-lo, Vanessa sorriu de forma encorajadora, e trouxe seus braços ao redor dela. Ele exalou o ar que estava segurando e pareceu relaxar um pouco. Niki e Gina estavam conversando sobre seus planos para visitar Milão no fim de semana, Ashley estava sentada no outro pufe, em frente a eles, com seu bloco de notas sobre os joelhos, com os dedos rapidamente movendo sobre ele. Tudo parecia tão normal, tão natural, como se o tempo tivesse voltado para trás e sua vida não tivesse mudado dramaticamente ao longo dos últimos cinco anos.
— O que você está pensando? — Zac sussurrou em seu ouvido.
— Como é bom esse momento.
Não demorou muito para que Gina começasse a reprimir os bocejos e decidiu deitar. Ela desejou a todos “boa noite” e subiu as escadas, com Niki a reboque.
— Ainda é cedo para nós. Vocês querem assistir a um filme? — Vanessa perguntou
— Eu não dormi durante todo o dia, ao contrário de você. — Ashley levantou-se, dando-lhes um olhar aguçado.
— Quem disse que ela dormiu o dia todo? — Zac brincou. Ashley revirou os olhos e arrancou uma página de seu caderno de esboços.
— O que for. Aqui. — Ela estendeu o braço em direção a eles, estendendo a página que acabara de rasgar. — Veja como doentiamente bonitos vocês estão. — Piscando o olho para eles, Ashley subiu as escadas até seu quarto.
Vanessa pegou o desenho na mão, com a boca aberta. Como Ashley poderia fazer isso em tão pouco tempo? Era perfeito: a imagem exata de Zac com Vanessa no pufe. Ashley era uma pintora muito talentosa, mas Vanessa achava que ela era ainda mais incrível com um simples lápis na mão. De alguma forma, ela conseguiu pegar a conexão que eles compartilhavam com algumas pinceladas negras. Vanessa não conseguia parar de olhar para ele.
— Ela é incrível, não é? — Disse Zac, olhando para o desenho sobre sua cabeça. — Quando eu a vi pela primeira vez na reunião de aconselhamento, ela estava sentada em uma cadeira, com as pernas cruzadas e um bloco de desenho sobre os joelhos. Ela nunca parou de desenhar, mesmo quando ela falava, mas ela nunca nos mostrou nada. Levei quatro semanas ouvindo os outros, antes de reunir coragem suficiente para falar. O dia que eu falei sobre o meu pai, Ashley veio até mim depois da reunião e me deu uma folha como esta. — Zac parou de falar, e apesar de Vanessa não poder ver seu rosto, ela sabia que ele estava lutando com emoção. Ela sentiu seu coração acelerar e sua mão tremer, enquanto ele distraidamente tirava um fiapo imaginário da almofada ao lado dela. — Quando eu olhei para o desenho, era como se tivesse sido atropelado por um trem em alta velocidade. A emoção por trás desse desenho simples a lápis era exatamente o que eu senti quando eu tinha falado naquele dia. Eu não sei como ela faz isso, mas ela tem um talento incrível em captar sentimentos com um pedaço de papel.
Isso era exatamente como Vanessa descreveria seu desenho - sentimentos em um pedaço de papel.
— Nessa... — Zac sussurrou, seus lábios tocando a pele em seu ouvido. — Eu não quero assistir a um filme. — Sua respiração estava queimando sua pele e ela estava consciente de cada centímetro dele ao redor dela.
— O que você quer fazer? — Perguntou Vanessa, sua voz baixa e instável. Zac passou os braços com mais força em torno dela e mordeu o lóbulo da orelha.
— Eu quero estar dentro de você. Desesperadamente. E então eu quero que você durma aconchegada ao meu lado.
Um arrepio percorreu todo o corpo de Vanessa como uma onda gigante mexicana. Zac percebeu isso e sua respiração parou. Antes que ela pudesse reagir, ele estava de pé e ela estava em seus braços.
*
No momento em que Zac pegou Vanessa nos braços e ela o olhou com aqueles olhos de lobo incríveis, ele quase disse a ela tudo o que estava pesando sobre ele - o quanto ele a amava, o quanto ele precisava dela, o quanto ele precisava dela precisando dele. Em vez disso, ele a beijou quando ela cruzou as mãos atrás do seu pescoço, e a levou para o quarto.
Quando ele a deitou na cama, algo em seu olhar mudou. Como se ela quisesse dizer a ele as mesmas coisas que ele desejava dizer. Como se ela não quisesse que isso acabasse.
Diga, Vanessa, por favor, diga. Diga que me ama. Diga que você me quer. Diga que você não vai partir.
Ele cantava essas palavras repetidamente em sua cabeça, na esperança de que ela pudesse ler a mente dele.
Vanessa permaneceu em silêncio por muito tempo, antes que ela fechasse os olhos e fizesse uma careta. Quando os abriu, o que estava lá segundos atrás tinha ido embora. Tudo que Zac viu agora eram desejo e desespero.
Ele não queria mais pensar. O que ele queria estava ali, deitada na cama debaixo dele. Zac atacou a boca de Vanessa em um beijo feroz e ela respondeu imediatamente, agarrando sua nuca e puxando-o contra ela. Ela precisava disso tão desesperadamente como ele. Ele seria lento e gentil com ela mais tarde, mas agora ele queria enterrar dentro dela e esquecer o futuro.
Meia hora depois, ofegante e sem fôlego, Zac segurou Vanessa em seus braços e tentou acalmar seu corpo e sua mente ao ouvir sua respiração irregular. Seu peito estava batendo contra o dele, e ele podia sentir o rápido batimento de coração dela, que combinava com o seu. Nenhum deles tinha dito uma palavra desde que chegaram ao quarto. Eles expressaram como se sentiam sobre o outro sem falar. Enquanto as palavras poderiam ser controladas, as ações não mentiam. A conexão que eles compartilhavam era muito mais profunda do que as palavras. Zac sentiu que Vanessa era tão parte dele como sua própria alma. Era algo que estava permanentemente gravado em seu próprio ser. Sem ela, ele nunca seria completo.
Ele sabia que ela sentia o mesmo. Ele tinha visto isso em seus olhos, ouvia isso em seu batimento cardíaco, sentia em seu hálito quente contra sua pele. Se ela não estivesse pronta para dizer isso ainda, então que assim seja. Zac não iria pressioná-la a expressar seus sentimentos com palavras. No entanto, ele iria pressioná-la a ficar com ele.
Partir não era uma opção mais. Talvez nunca tenha sido.
— Você acredita em amor à primeira vista? — ele perguntou, quando sua respiração tinha abrandado o suficiente para formar palavras. Vanessa endureceu ao lado dele e ele acariciou as suas costas para relaxá-la.
— Eu realmente nunca pensei nisso.
Mentirosa.
Bem, pense sobre isso agora. Você acha que é possível amar alguém no momento que você o vê?
Provavelmente não. Ser atraída por alguém, com certeza. Mas amor? Não leva tempo? — Vanessa inclinou a cabeça para olhar nos olhos de Zac.
Aqui está a minha teoria: Eu acho que se você começa a ter esta atração insana por alguém, não pode ser apenas físico. Você acha que é físico, porque a pessoa que você vê é a coisa mais linda que você já viu - mas não pode ser. E eu não estou falando apenas de qualquer atração, há muitas pessoas de boa aparência que encontramos todos os dias e, certamente, ficamos atraídos por alguns deles, não importa se vamos conhecê- los, ter relações sexuais com eles. Estou falando da atração intensa que sufoca quando a pessoa em questão surge em sua visão. Isso não é física. O cérebro humano é um pouco lento e precisa de tempo para recuperar o atraso do que o nosso coração já sabe. Quando, ou melhor, se, temos a sorte de encontrar alguém que capta o nosso coração no momento em que colocamos os olhos sobre eles, nos sentimos selvagens, a atração física por ele é tão forte que não se apaga facilmente. Dessa forma, nosso cérebro tem tempo para recuperar o atraso e perceber que esta é a pessoa que você não pode viver sem. Essa é a pessoa que te completa. — Zac olhou para Vanessa, que estava olhando para ele com admiração. — Essa é a única para mim. — Ele disse as últimas palavras, enquanto olhava direto em seus olhos, dizendo para ela, mas dando-lhe a opção de pensar que ele estava terminando sua linha de pensamento.
Vanessa engoliu lentamente, lambeu os lábios secos e baixou os olhos. Ela se aconchegou mais perto de Zac, enterrando o nariz em seu pescoço.
Você já pensou muito sobre isso. — ela sussurrou.
Meu pai sempre falou que se apaixonou pela minha mãe no momento em que a viu. Quando eu era mais novo eu pensava que não era possível. Então, depois que ele morreu, eu repassei nossas conversas repetidas vezes na minha cabeça. Eu poderia falar com ele sobre qualquer coisa, e ele sempre tinha algo interessante e não convencional para dizer. Eu pensei sobre a conexão que ele e minha mãe compartilhavam. Não era algo pessoal, era algo que podia ser sentido por todos ao seu redor e isso me fez debruçar sobre isso, analisar, e acreditar nele — De repente, Zac não conseguia controlar suas palavras por mais tempo. O que ele sentia por Vanessa queria explodir para fora dele e se ele não permitisse, isso iria rasgá-lo em pedaços. — Eu não podia realmente acreditar nisso, até que eu senti.
Vanessa ainda tinha o nariz enterrado em seu pescoço e Zac inclinou seu queixo para cima com o dedo indicador, para que ele pudesse ver a sua reação ao que ele acabara de dizer.  Seus olhos estavam molhados de lágrimas não derramadas e havia medo neles.  Por que ela estava com tanto medo de ouvir que ele a amava? Especialmente se ela se sentia da mesma maneira?
Uma lágrima escapou de seus olhos e rolou por seu rosto. Ele seria condenado se queria fazê-la chorar. Tudo o que ele queria era fazê-la feliz, não assustada e triste. Isso foi o suficiente para empurrar tudo o que ele queria dizer para dentro e bloqueá-lo atrás de uma porta sólida.
Não chore, por favor, tesoro, não chore. — ele sussurrou e beijou uma trilha ao longo de sua bochecha onde sua lágrima tinha deixado um traço úmido. Quando chegou ao canto da boca, Vanessa virou a cabeça ligeiramente e bateu os lábios nos dele. Seu beijo era frenético, desesperado. Esforçando-se para não perder o controle e dar asas a sua paixão, Zac desacelerou, explorando delicadamente a boca com a língua, acalmando seu desejo. Ele deslizou a mão ao longo de suas costas, apertando seu traseiro e fazendo-a gemer muito. Vanessa tentou assumir o controle novamente e empurrá-lo de costas com ela em cima, mas Zac resistiu, virando-a de costas, em vez disso, e pressionando-a para baixo com seu corpo.
Vamos fazer isso do meu jeito agora. Eu vou fazer amor com você lentamente até você derreter em minhas mãos. — disse ele com voz rouca. Vanessa mordeu o lábio inferior e seus olhos cinzentos escureceram com a necessidade. — Se você não quer ouvir o que eu sinto tudo bem. Eu vou te mostrar.
Ele não lhe deu tempo para reagir ou responder. Mergulhando a cabeça, Zac a beijou até que ela gemeu contra seus lábios.

Até o final da noite, ele tinha certeza de que Vanessa sabia exatamente como ele se sentia sobre ela. O medo nos olhos dela tinha ido embora e ele viu a esperança substituí- la, pouco antes dela se afastar para um sono tranquilo em seus braços.
♥~♥~♥
Oi meninas! Até que emfim, consegui postar mais um capítulo!!!
Peço desculpas por estar demorando a atualizar, mas realmente estou sem tempo.
Enfim,nesse mês de agosto ( que acabou ontem), completamos 1 ANO DE HISTÓRIA NUM PISCAR DE OLHOS ! Vivaaaaaa!!!!
Quero agradecer a todas a leitoras marivilindas que sempre me seguem e estou me apoiando! Obrigada de coração,minhas flores ♥
E,para comemorar, se até amanhã o capítulo de hoje tiver 5 comentários,prometo postar o próximo amanhã mesmo ou domingo!!!É com vocês agora :D
Ah, e já quero informar vocês que pretendo finalizar a história em outubro,no máximo!!!
Bom,é isso. Comentem bastante e até o próximo capítulo!
xoxo
-Rafa

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Capítulo Trinta e Um

Na quinta-feira seguinte, Vanessa acordou cedo e não conseguiu voltar a dormir. Ela estava deitada na cama, com a cabeça no peito de Zac e seu braço ao redor dele, e ouvia seus batimentos cardíacos estáveis. Ele estava respirando lentamente e de maneira uniforme e, estranhamente, não se mexeu quando Vanessa levantou a cabeça e deslizou para fora da cama. Ele provavelmente estava muito cansado - ele trabalhou no bar na noite anterior. Vanessa tinha insistido em ficar em casa e não ir com ele, apesar de seus esforços para convencê-la do contrario. Eles mal ficaram separados por mais de uma hora em mais de três semanas, e Vanessa achava que seria bom para eles ficarem longe um do outro por algumas horas. Zac ficou amuado, e fez a sua irresistível expressão com olhos tristes, que normalmente conseguia tudo o que ele queria, mas desta vez ela não recuou.
Quando ele finalmente chegou em casa, já passava das 02hs. No momento em que Vanessa abriu a porta para ele, ele se lançou sobre ela, beijando-a com tal urgência que, se ela não soubesse que eles estavam separados por cinco horas, ela teria pensado que tinham sido cinco dias. Ele fez amor com ela e segurou-a nos braços como se ela fosse desaparecer, se ele a soltasse.
Só de pensar em quão rápido o final de suas férias se aproximava, deixava o peito de Vanessa apertado, e ela achava difícil respirar. Um pouco mais de duas semanas, era tudo o que restava do tempo dela com Zac. Como ela poderia continuar a viver a sua vida, como se nada tivesse acontecido? Como se ela não tivesse o conhecido? Não o amava com todo o seu ser?
Uma lágrima escorria pelo seu rosto e ela a afastou com raiva, deslizando silenciosamente do quarto. Ambos sabiam no que eles estavam se metendo, era um relacionamento com data de validade, desde o início. Sem drama, eles haviam dito.
Tão difícil como seria partir, Vanessa não se arrependia de um único segundo que ela passou com Zac. Ela faria tudo de novo, mesmo que ela tivesse que ter seu coração partido irreversivelmente novamente. As últimas semanas tinham sido as mais felizes de toda a sua vida e ela não trocaria por nada.
— Hey... O que há de errado? — Ashley perguntou. Ela estava sentada na mesa de jantar tomando café, e tinha um pedaço de papel na mão.
— Nada, eu só... Não dormi bem. — Vanessa serviu-se de uma xícara de café e se juntou a Ashley na mesa.
— Onde está o Zac? Ele não veio noite passada?
— Ele veio. Ele ainda está dormindo e eu não queria acordá-lo.
Ashley colocou a mão no antebraço de Vanessa para chamar sua atenção, antes de dizer:
— Você sabe que sempre pode falar comigo, né? — Vanessa assentiu, embora, neste caso, ela não pudesse falar com ela. Ela não estava pronta para admitir que estivesse apaixonada por Zac e não queria deixá-lo. — Esta é a primeira manhã desde que vocês começaram a namorar, que vocês não descem juntos. Tem certeza de que está  tudo bem?
— Sim, eu tenho certeza. Apenas deixe pra lá, ok? — Vanessa rosnou, e imediatamente se arrependeu. — O que é isso? É um bilhete? — Ela apontou para o pedaço de papel que Ashley tinha colocado em cima da mesa na frente dela, em uma tentativa de levar a conversa para outra direção.
— Sim, um bilhete da mamãe. Ela é muita excêntrica... Quem deixa bilhetes nos dias de hoje? — Ashley revirou os olhos e leu em voz alta:
Queridos filhos (isso inclui você, Zac, uma vez que, aparentemente, mora na minha casa agora),
Por favor, estejam em casa para o jantar ás 07:00 em ponto! Eu tenho uma grande surpresa para todos vocês! Não se atrevam a se atrasar! Oh, a propósito, façam o jantar. Eu não vou estar em casa até ás 7, eu tenho algo para fazer primeiro. Mal posso esperar para ver todos vocês em um só lugar para a surpresa!
Amor, Niki.
— Estranho — disse Vanessa, pegando a nota de Ashley e relendo-a.
— Eu sei. Estar em casa para o jantar, mas fazer o jantar? Eu não tenho ideia do que ela está preparando. — Ashley bebeu o último gole de seu café, e levou a xícara para a pia.
*
Zac acordou e encontrou a cama vazia ao lado dele. Ele se levantou abruptamente e olhou em volta, mas não havia nenhum sinal de Vanessa. Ele sentiu uma dor aguda no peito que era tão forte que por um momento ele ficou tonto. Ontem à noite, quando ele passou a noite inteira sem ela, foi pura tortura. Tudo o que ele conseguia pensar era nela. Ele estava no limite, deixando as garçonetes e Marco irritados e impacientes com os clientes. Isso era tão diferente - ele geralmente gostava bastante de trabalhar no bar. Ele ficou olhando para o relógio e sentia como se o tempo tivesse abrandado a uma velocidade insuportável. Sem ela, Zac se sentia desequilibrado, inquieto. Sozinho. Vazio.
E dolorosamente ele lembrou que, em breve, estaria de fato sozinho, ela estava partindo em cerca de duas semanas.
Ele não podia deixar isso acontecer. Ele não podia perdê-la.
O simples pensamento de nunca mais ver Vanessa novamente fez todo o seu corpo tremer. Passando as mãos trêmulas pelos cabelos, ele balançou os pés para fora da cama e saiu para procurá-la. Por que ela saiu da cama sem ele? Ela nunca tinha feito isso antes. E ainda eram apenas 09:00 hrs, considerando que não tinham dormido até passado das 4:00, eles não tinham tido tanto tempo assim de sono.
Onde diabos ela estava?
Zac ouviu a voz dela na cozinha e dirigiu-se para lá, não se importando que estava usando apenas cueca. Vendo Vanessa em pé na pia conversando com Ashley o fez relaxar um pouco.
Amor — ele disse para atrair sua atenção. Ela olhou para ele, surpresa, e seus belos lábios cheios se esticaram em um sorriso.
Por que você está acordado? Ainda é cedo. — Ela veio até ele e abraçou-o pela cintura.
Eu acordei e você tinha ido embora. — Ele percebeu o quão sentimental aquilo soou, mas ele não deu a mínima. Ele queria que ela se aconchegasse ao lado dele enquanto ele dormia, não se esgueirando da cama. — Por favor, volte para a cama. Eu não consigo dormir sem você. — Ele beijou a ponta do seu nariz e colocou o cabelo atrás da orelha esquerda. O que ele vai fazer quando ela partir? Sofrer de insônia para o resto de sua vida?
Ok — ela sussurrou e soltou de seu abraço. Ele segurou a mão dela com firmeza na sua, com medo que ela mudasse de ideia e decidisse ficar aqui com Ashley. — Ash, eu vou voltar para a cama. Que tal ir ao supermercado esta tarde para comprar a comida para o jantar?
Ok. Eu estarei no meu estúdio, eu não vou trabalhar hoje. Me avise quando estiver pronta para ir. — Ashley não fez qualquer comentário sobre Zac estar de cueca, ou que isso não era respeitoso, ou o fato de que ele tinha arrastado Vanessa de volta para a cama com ele. Estranho. Normalmente, ela teria jogado pelo menos cinco comentários provocadores até agora.
Isso não importa. Vanessa estava voltando com ele.
Eles se aconchegaram debaixo das cobertas e ele puxou o corpo dela contra o dele, pressionando-a contra o peito até que não havia espaço para até mesmo o ar entre eles. Zac beijou a nuca e seu pescoço e inalou o perfume de seus cabelos.
Casa. Ele estava em casa.
Para onde ele iria quando ela partisse? Para sua casa vazia, onde ele mal via a sua mãe e sua irmã? Ele não podia ficar aqui, nem mesmo se Ashley ou Niki não se opusesse, mas ele não poderia imaginar se hospedando aqui sem Stella.
Sem Stella ele não tinha uma casa.
A emoção tomou conta dele e ele sentiu todo o seu corpo começar a tremer.
Você está bem? Você está com frio? — Vanessa perguntou.
Eu estou bem. Eu senti sua falta. — Ele forçou seu corpo a parar de tremer e tentou relaxar. Ela estava aqui agora, tudo estava bem.
Zac queria dizer a ela o quanto a amava, como ele não queria que ela o deixasse, como eles poderiam fazer isso funcionar, mesmo depois que ela voltasse para Londres.  Ele simplesmente não podia. Especialmente com o enorme nó na garganta. E se ela falasse que não se sentia da mesma maneira e ele fodesse completamente as duas últimas semanas que eles tinham juntos? Ele esperou por tanto tempo, ele podia esperar por mais alguns dias. Ele diria a ela, mas não ainda.
Forçando o ataque de pânico que ele tinha acabado de experimentar a diminuir, Zac fechou os olhos e, aliviado pela respiração tranquila de Vanessa, adormeceu.
*
Eram quase sete, e Vanessa sentia-se estranhamente nervosa. Sua tia não lhes tinha dado qualquer pista sobre qual era sua surpresa, mas todos sabiam que deveria ser algo grande, porque Niki não era uma boa pessoa para guardar segredos.
Ei, como está indo o jantar? — Perguntou Ashley, caminhando até a cozinha. Ela não tinha ido com eles ao supermercado, e se recusou a sair de seu estúdio para ajudar no preparo da comida. Não que Zac precisasse de ajuda - como de costume, ele fez tudo sozinho. Vanessa foi encarregada de fazer a salada e provar o molho para a almôndega tagliatelle a cada dez minutos. Quando entrava na cozinha, Zac ficava obcecado com a perfeição.
Está bom, eu acho. Eu não estou fazendo muita coisa. — disse Vanessa, enquanto cortava alguns tomates cereja para a salada. Zac se afastou do fogão e caminhou em direção a Vanessa, curvando-se para beijá-la.
Você está fazendo muito, baby. Você está entretendo o chef, e isso é um trabalho muito importante. Você sabe o tamanho da lista de espera para essa posição? — Vanessa e Ashley riram.
Sim, muito grande. — disse Ashley, o sarcasmo escorrendo de suas palavras e fazendo Vanessa rir ainda mais. Aqueles dois adoravam provocar um ao outro, e Vanessa estava feliz em colher os benefícios dessa diversão.
Ash está com ciúmes, porque ela costumava ser a principal animadora do chefe. Zac disse com um sorriso. — Mas essa boca espertinha que ela tem, sempre a colocou em apuros.
Não é minha culpa se você é tão fácil de enganar. Ou que você é tão imaturo, que a única maneira que você pode responder de volta as minhas piadas seja com violência física ou jogando comida em mim. — Ashley pegou uma garrafa de água na geladeira e caiu sobre o assento ao lado de Vanessa.
Violência física? Quando foi que eu já usei “violência física”? — Ele fez aspas no ar com os dedos e encostou-se ao balcão, uma expressão divertida em seu rosto.
Quando você me girou sobre seu ombro e me jogou no sofá, gritando comigo para não voltar para a cozinha. Ou quando você me empurrou na piscina, depois que eu disse que você queimou as costelas no churrasco de novo.
Oh, sim. Eu me lembro disso — Zac sorriu com a lembrança, enquanto Ashley franzia a testa.
Realmente, por quê? Você não poderia conseguir nada melhor do que isso? — Ashley disse a Vanessa, inclinando a cabeça para Zac.
Vamos lá, deixe ele em paz. — Vanessa sorriu para Zac, que soprou-lhe um beijo no ar. Ashley revirou os olhos e levou a garrafa aos lábios. — Antes que ele te jogue na piscina de novo. — acrescentou Vanessa. Zac riu e, cobrindo a distância entre eles em dois passos largos, reivindicou sua boca em um beijo apaixonado.
Oh Deus, há dois deles agora. — exclamou Ashley, mordendo o lábio inferior para reprimir seu sorriso.
Dois o quê? — Alguém disse da sala de estar, e todos os três viraram a cabeça em direção da voz. A voz muito familiar.
Vanessa saltou de sua cadeira, quase derrubando-a e correu para a sala de estar.
Mamãe — ela gritou, antes de esmagar o corpo de Gins em um abraço de urso.
O que você está fazendo aqui? — Ela se afastou e olhou para o rosto de sua mãe, ainda incapaz de acreditar que ela estivesse realmente aqui.
Surpresa! — disse Niki, quando se aproximou deles, sorrindo. Vanessa tinha falado com sua mãe há dois dias e ela não tinha mencionado nada sobre sua vinda. — Eu a convenci a tirar umas ferias e vir nos visitar. Afinal, ela é minha melhor amiga e ainda não viu onde eu moro. — Ela piscou para Gina, que irradiava alegria pura.
Vanessa não sabia que as duas mulheres tinham conseguido reconstruir tão rapidamente a sua relação como tinha sido antes. Sua mãe não tinha mencionado isso e nem sua tia, mas talvez isso fosse uma parte de seu plano. Isso realmente não importa - sua mãe estava aqui e ela estava em êxtase. Vanessa não tinha percebido o quanto ela  sentia falta dela até aquele momento.
Estou tão feliz que você veio. — Vanessa disse, e puxou-a para outro abraço.
Eu também, querida. Eu senti sua falta. De todas vocês. — Gina disse, olhando para Ashley e Niki. Ashley se aproximou para dar um abraço de sua tia.
Bem-vinda, tia Gina. É tão bom vê-la depois de todo esse tempo. — disse Ashley, e Vanessa viu seus olhos erguerem.
Zac apareceu na cozinha e parecia um pouco desconfortável. Era imaginação de Vanessa, ou ele estava nervoso sobre o encontro de sua mãe? Ela sorriu para ele, na tentativa de aliviar o desconforto.
Mãe, esse é Zac. — Vanessa disse, enquanto se aproximava deles. Os olhos de Gina se iluminaram quando ela avaliou-o com um olhar rápido, e seus lábios se abriram em um sorriso.
Olá, Sra. Hudgens, prazer em conhecê-la. — ele disse educadamente, estendendo a mão.
Por favor, me chame de Gina. Prazer em conhecê-lo também, Zac. Eu já ouvi muito sobre você. — Ela sorriu e olhou diretamente para a filha.
Zac corou. Vnessa nunca tinha imaginado que isso era mesmo possível. Ele parecia tão frio e arrogante o tempo todo, ela nunca em um milhão de anos imaginou que alguém pudesse deixar suas bochechas vermelhas. Era adorável. Seu coração se expandiu com tanto amor por ele que empurrou contra seus pulmões e ela achou difícil respirar.
Vanessa seguiu Niki e Gina lá em cima, para ajudar a sua mãe a se acomodar. Sem ninguém perceber, Niki tinha mudado sua mesa e seu computador para seu próprio quarto, e tinha preparado seu escritório como um espaço para Gina. Tinha um sofá- cama, uma cômoda e um pequeno guarda-roupa, de modo que ela estaria confortável o suficiente. O quarto era pequeno e não tinha banheiro como os outros quartos, mas, pelo menos, Gina teria seu próprio espaço. Vanessa se perguntou se a tia havia passado por todo este problema, por causa dela e de seu relacionamento com Zac. Se Zac não estivesse dormindo em sua cama todas as noites, ela poderia ter partilhado o quarto com sua mãe, havia espaço mais do que suficiente para as duas. Mesmo que Niki trabalhasse longas horas, ela ainda conseguiu prestar atenção ao que estava acontecendo ao seu redor. Talvez ela sentisse o quanto era importante para Vanessa passar o máximo de tempo possível com Zac, simplesmente porque ambas sabiam que o seu tempo com ele era limitado.
Empurrando todos esses pensamentos deprimentes de sua cabeça, Vanessa deixou Niki e sua mãe para desfazer as malas e voltou para a cozinha, onde Zac e Ashley estavam discutindo sobre se “Lost” ou “Prison Break” era o melhor show já transmitido na TV. Ela decidiu ficar de fora, pelo menos até que o alimento estivesse em ordem, e levou os pratos e talheres para colocar na mesa.
O jantar foi perfeito. Pela primeira vez desde que Eric e seu pai tinham morrido, Vanessa achava que tinha todas as pessoas que ela amava ao seu redor. Todo mundo parecia de bom humor também. Até mesmo Zac conseguiu relaxar perto de Gina, especialmente depois de todo mundo o cumprimentar pela deliciosa refeição que ele tinha, mais uma vez, preparado para eles.
Niki dividiu o resto do plano para a estadia de Gina - ela também tinha tirado um tempo fora do trabalho, deixando sua assistente responsável pelo spa. Ela queria mostrar a Gina tanto da Itália quanto possível, no curto espaço de tempo disponível - o que significava que elas estariam viajando muito, e Vanessa não seria capaz de passar tanto tempo com sua mãe. Ela estava bem com isso - em um tempo muito curto, seriam apenas as duas em Londres. Vanessa estava feliz por sua mãe ter a oportunidade de reacender sua amizade com Niki. Gina precisava desesperadamente de sua melhor amiga em sua vida novamente.
Quando terminaram de comer, Niki e Gina entraram na sala para terminar seu vinho e conversar. Vanessa ficou para trás para ajudar com os pratos, mesmo que Zac e Ashley tentassem fazê-la ir com a mãe. Ela sentiu que precisava dar a Niki e Gina algum tipo de privacidade, era o que elas precisavam naquele momento. Ela conversaria com sua mãe mais tarde.
Logo, a cozinha estava arrumada, a máquina estava cheia e funcionando, e  Ashley tinha tirado três copos para eles. Colocou suco de laranja em um, e Prosecco no outro.
O que você vai beber, Zac? Prosecco, cerveja, vinho tinto? — ela perguntou.
Nada para mim. Acho que vou tomar uma cerveja com Beppe. — Ele olhou para Vanessa incerto, esperando sua reação.
Você quer sair hoje à noite? — perguntou Vanessa, surpresa.
Eu não quero, mas eu acho que deveria. Você ainda não viu sua mãe em semanas e, talvez, vocês duas queiram ter algum tempo a sós. — Ele mordeu o lábio inferior e olhou para baixo.
Ash, você pode nos dar um minuto? — Ashley acenou com a cabeça e, pegando seu copo, entrou na sala de estar. — Zac, não saia. Eu não vou ficar sozinha com minha mãe de qualquer maneira, Niki e Ashley também estão aqui. Ela provavelmente está cansada e vai para a cama cedo. Eu vou ter todo o tempo do mundo para estar com a minha mãe quando eu voltar para casa, ela não está aqui por mim.
Zac não pareceu convencido, e Vanessa sentiu que havia algo mais.
Você está nervoso perto de mamãe, porque nós dormimos juntos? — Zac olhou para o lado e não respondeu a pergunta, o que fez Vanessa dar um sorriso. Este homem de vinte e dois anos de idade, que não tinha nenhum problema em começar brigas sobre ela e beijá-la sem sentido, sem prestar atenção em quem estava por perto, estava com vergonha de dormir com ela, quando sua mãe estava na mesma casa. — Zac, isso é ridículo. Eu disse a minha mãe que estamos namorando e ela sabe que você passa a noite aqui. Além disso, ela é muito compreensiva, uma pessoa aberta. Você não tem nada com se preocupar.
Eu quero que ela goste de mim. — disse Zac, em voz baixa, como se ele não tivesse certeza se deveria dizer isso. O coração de Vanessa pulou uma batida.
Ela já gosta de você, amor. Ela vê o quão feliz você me faz e isso já é uma razão boa o suficiente para que ela goste de você. Por favor, não vá embora. Ela adoraria se você ficasse.
Ok.

Vanessa sorriu feliz, e levou Zac para a sala antes que ele mudasse de ideia.
~*~*~*~*~
 Hey meus amores! O fim está próximo. 
Faltam apenas mais sete capítulos para o grand finale!
 Sinto falta de vocês comentando e deixando a opinião de vocês! 
Espero que esse capítulo tenha muitos comentários, hein?!
 E obrigada a todas que estão sempre presentes. 
Amo muito vocês ♥ 

domingo, 25 de junho de 2017

Capítulo Trinta

Adormecer com o corpo de Zac em volta dela e acordar com o som de sua respiração se tornou uma realidade cotidiana de Vanessa. Como ela iria se acostumar a dormir sozinha, quando ela voltasse para casa, ela não tinha ideia.
O simples pensamento de deixa-lo fazia seu peito contrair dolorosamente. Daqui a pouco mais de três semanas ela teria que voltar para Londres, de volta a sua vida. Estar em Gênova, estar com Zac, tudo isso deu a ela uma sensação de fuga - como um mundo de fantasia, em que ela foi permitida entrar apenas com acesso limitado. Sua vida real, pacientemente esperando por ela no Reino Unido.
— Mmmm — Zac murmurou atrás dela, colocando o seu corpo mais perto até que ele se encaixou perfeitamente no seu, e entrelaçando as pernas dele com a dela. — Ainda não. Eu não quero levantar ainda.
Como ele poderia dizer quando ela tinha acordado? Ele fazia isso a cada momento, ela mal tinha aberto os olhos, quando ele sabia que ela estava acordada.
— Eu também não.
Três horas mais tarde, depois de uma longa manhã e um chuveiro ainda mais longo, Vanessa e Zac desceram as escadas até a cozinha para encontrá-la vazia. Isso era estranho, ela se lembrou que Ashley havia dito que teria um dia de folga hoje, e estava esperando ansiosamente, desde que ela tinha trabalhado vários turnos extras recentemente. Vanessa espiou lá fora pelas portas francesas, mas sua prima não estava lá. Ela poderia ainda estar dormindo? Eram 11:00hs, e Ashley nunca dormia até tão tarde. Pegando seu telefone, ela começou a digitar uma mensagem.
Nessa: Onde você está?
Ash: Estúdio. Conseguiu nalmente arrastar a bunda de Zac para fora do quarto?
Vanessa sorriu e olhou para Zac, que ligou a máquina de café e estava fazendo sanduíches para o café da manhã. Tronco nu. Calça jeans pendurada baixa em seus quadris, e Vanessa lembrou que ele não tinha colocado qualquer roupa, antes que eles saíssem do quarto. Sentindo seu olhar quente em suas costas, ele virou a cabeça sobre o ombro e fixou nela aqueles seus olhos lindos. Percebendo que ela ainda estava olhando para ele, Vanessa conseguiu arrancar os olhos e voltou sua atenção para o telefone nas mãos. Ele riu, mas não comentou sobre sua boca escancarada para ele mais uma vez.
Nessa: Sim, eu consegui . Ele está preparando o café da manhã. Voc pode vir se encontrar conosco?
Ash: Me dê 10 minutos.
— Ashley está em seu estúdio. Ela diz que vai chegar em poucos minutos. Você se importa de fazer um sanduíche para ela também? Eu suspeito que ela está trancada lá toda a manhã e não comeu.
— Claro. — disse Zac, e abriu a geladeira para tirar mais alguns ingredientes.
Vanessa não podia ver seus músculos se movendo sob a pele lisa, bronzeada por mais tempo, sem tocá-lo. Ela sorrateiramente caminhou por trás das costas e colocou os braços ao redor da cintura dele, beijando-o entre as omoplatas. Ele continuou espalhando manteiga em uma fatia de pão, como se ele não estivesse ciente de que ela estava abraçando-o. Aceitando o desafio silencioso, Vanessa moveu suas mãos ao longo de seu abdômen devagar até que chegou ao botão da calça jeans. Soltando-o com um único puxão de seus dedos, Vanessa deslizou a mão ao longo do interior de sua cintura enquanto traçava uma linha reta ao longo de sua espinha com a ponta da sua língua. Mesmo sem perceber, ela gemeu baixinho dentro de sua garganta. A mão de Zac prendeu a dela, e ele parou de fazer qualquer coisa. Girando tão rápido que ela mal conseguia reagir, ela estava de costas, pressionada contra a bancada, com ele prendendo-a entre seus braços. O indomável fogo em seus olhos fez todo o corpo de Vanessa estremecer de prazer - ela adorava quando ele perdia o controle com ela.
— É bastante difícil quando você olha para mim como se quisesse me comer o tempo todo, mas se você não quiser voltar ao seu quarto, é melhor parar de me provocar. — Zac resmungou, inclinando-se para ela, sua respiração roçando os lábios. Involuntariamente, Vanessa fechou os olhos e abriu os lábios, deixando escapar um suspiro. Ele lambeu o lábio inferior com a ponta da língua, mas não a beijou. Vanessa abriu os olhos para encontrá-lo ainda a centímetros de seu rosto, seus olhos ardendo por ela. Os músculos de seus braços estavam duros com a tensão, como se ele estivesse usando toda a sua força física para se controlar.
— Então você está caminhando para me trancar nas próximas três semanas? — ela disse, com a voz baixa e rouca. Ela queria que ele perdesse o controle tanto quando estava disposta a empurrá-lo.
— Talvez ainda mais. — disse ele em voz baixa, sua expressão suavizando do puro desejo para algo mais leve. Vanessa sentiu as lágrimas ardendo em seus olhos. Era porque ela havia expressado a quantidade de tempo que eles ainda tinham juntos, ou por causa da mudança repentina de Zac de comportamento? Ela não tinha certeza. Ela não teve muito tempo para analisar sua reação, porque ele baixou a cabeça e esmagou sua boca na dela, atacando sua língua desesperadamente. Ele moveu uma mão para sua nuca e apertou a cabeça contra seus lábios, não a deixando se afastar. Não que ela tivesse qualquer intenção de se afastar.
— Oh, vamos lá! — A voz de Ashley parecia vir de algum lugar distante. — Vocês estão colados há mais de duas semanas. Vocês ainda não estão enjoados um do outro?
Ela passou por eles e abriu um armário para pegar uma xícara, derramando café nele. Zac sorriu contra os lábios de Vanessa, mas não se afastou.
— Nunca. — ele sussurrou, o que fez Vanessa dar um sorriso. Com o canto do olho, ela viu Ashley revirando os olhos, antes que se jogasse em uma cadeira à mesa.
Involuntariamente, Zac se afastou de Vanessa e foi terminar os sanduíches que estava fazendo, enquanto ela pegava mais duas xícaras e servia café.
— Então, o que vamos fazer hoje? — Vanessa perguntou, quando todos eles se sentaram à mesa e começaram a tomar seu café da manhã.
— Nós precisamos ir ao shopping para comprar um presente para Beppe. Seu aniversário é na sexta-feira. — Zac disse entre mordidas.
— Ah, eu esqueci completamente! — Ashley disse. — O que devemos comprar?
— Eu estava pensando em novos fones de ouvido. Ele ama música e os seus queridos Sony são mais velhos do que eu. — disse Zac, tomando um gole de seu café.
— Eu duvido que qualquer coisa possa ser tão velha assim. — Ashley brincou com ele e Vanessa não conseguiu segurar o riso. Zac jogou um pedaço de pão em Ashley e ela gritou. — Ewww, você jogou maionese em todo o meu top!
— Lembre-se da última vez que brincou com a minha idade, que eu te joguei na piscina?
— Como eu posso esquecer? Você arruinou meu vestido e quarenta minutos de maquiagem. — Ashley franziu o cenho, enquanto limpava a maionese em sua blusa com um guardanapo de papel.
— Mantenha essa memória fresca na sua cabeça, ou eu vou ter que atualizá-la. — Ele jogou um pedaço de pão para ela, assim que ela terminou de limpar a mancha.
— Ei, pare com isso. Você é tão imaturo. Honestamente, Nessa, eu não sei como você pode suportá-lo, e muito menos gostar dele.
— Eu não encontrei nada nele ainda imaturo. E confie em mim, eu tenho sido muito cuidadosa na minha pesquisa. — Vanessa disse e sorriu quando Zac riu. Ashley revirou os olhos e se levantou.
— Que seja. Vou me vestir e sugiro que vocês façam o mesmo, para que possamos sair. E eu não vou ficar esperando vocês fazerem nada no quarto. — Ashley pisou fora da cozinha e subiu as escadas em direção a seu quarto.
— Quando ela ficou tão mandona? — Vanessa perguntou, quando se levantou e levou seu prato vazio para a pia. Zac a seguiu e a agarrou no balcão novamente. Ele afastou o cabelo sobre seu ombro e, deslizando a manga de sua camiseta até o outro ombro, acariciando suavemente sua pele, antes de beijá-la.
— Não podemos fazer nada, lembra? — Vanessa protestou sem muita força.
— Eu nunca fui bom em seguir instruções. — Ele girou em torno dela e beijou-a profundamente, levando seu tempo.

*
Beppe morava na cobertura de um prédio recém-construído, apenas a dez minutos a pé do centro da cidade e da Ferrari Piazza. Vanessa levantou uma sobrancelha quando eles tiveram que passar por dois portões de segurança separados, antes de chegarem ao estacionamento subterrâneo. Eles foram recebidos por um porteiro no hall de entrada, que reconheceu Zac imediatamente e sorriu calorosamente para Vanessa e Ashley. Ele acompanhou-os até o elevador para a cobertura, apertou o botão e conversou educadamente com Zac até que as portas do elevador se abriram.
A cobertura era enorme e decorada exatamente como você esperaria de um apartamento de solteiro - cores neutras, mobiliário elegante, sistema de som de alta tecnologia, TV de tela plana grande e, claro, uma mesa de bilhar.
E já estava cheio de pessoas, a música estava bombando através das paredes. Garçonetes escassamente vestidas servindo coquetéis em bandejas, e não havia um, mas dois bares improvisados na enorme sala de estar. Parecia que Beppe tinha lembrado que os seus convidados do sexo feminino deveriam ter algum colírio para os olhos, porque os dois barman atrás dos balcões eram lindos. Uma das garçonetes os recebeu, e apontou para uma enorme mesa cheia de presentes, acenando para que deixassem os seus presentes lá, também.
Beppe estava jogando sinuca com um casal de amigos, e parecia que ele estava se divertindo bastante.
— Feliz aniversário, homem. — Zac disse quando eles se aproximaram de Beppe, e lhe deu aquele cumprimento masculino. Vanessa deu um passo atrás dele, oferecendo desejos de feliz aniversário, beijos habituais e um abraço. Ele segurou-a um pouco mais que o normal - só para irritar Zac, Vanessa suspeitou. Quando ele a soltou, ele piscou e sua suspeita foi confirmada. Ela não pôde deixar de sorrir para ele - Beppe era tão atrevido, e ainda assim era impossível não gostar dele. Depois de abraçar Ashley, Beppe disse,
— Divirtam- se, a festa está apenas aquecendo.
Eles misturaram com o resto dos convidados, Zac e Ashley ocasionalmente cumprimentavam alguém quando eles passavam. Vanessa não poderia vislumbrar Gia em qualquer lugar. Será que as coisas estavam tão ruins entre ela e Beppe, que ela perderia o seu aniversário?
Ashley encontrou um amigo da escola e ficou para trás para conversar, enquanto Zac  e Vanessa continuavam sua caminhada em torno do lugar. Ele pegou um cocktail de uma garçonete que passava e tomou um gole.
— Vou verificar no bar se eles têm algo não alcoólico. — Vanessa disse e Zac assentiu, assim que alguém se aproximou dele e eles apertaram as mãos.
Se o barman era lindo de longe, de perto ele era absolutamente inacreditável. Não era justo alguém ser tão perfeito - olhos azuis amendoados, cílios grossos, pele dourada, cabelos escuros ondulados, maçãs do rosto salientes, a boca sensual. Ele estava usando uma camiseta preta apertada que não fez nada para esconder seus ombros largos e tórax bem definido. Por que esse cara não estava em um anúncio de cuecas da Armani, em vez de garçom?
— O que posso fazer por você? — Ele perguntou, com um sorriso sedutor, quando percebeu que Vanessa estava olhando para ele com admiração.
— Você tem algo não alcoólico? — ela perguntou, devolvendo o sorriso.
— Claro. Posso misturar-lhe qualquer cocktail sem álcool. O que você gosta?
Ela escolheu um Tom Collins sem álcool e o barman riu. Alguém colocou a mão no ombro de Vanessa e afastou sua atenção das covinhas do barman. Esperando que fosse Zac, ela se virou, mas viu Rico em seu lugar. Ela ofereceu-lhe um sorriso educado depois que ele beijou em ambas as bochechas.
— Ei, como você está? — Ela perguntou.
— Bem. Você? — Ele olhou para ela de uma maneira que ela não gostou. Seu olhar percorreu todo o seu corpo, desde suas pernas nuas, com a saia plissada curta, até sua camiseta decotada. Quando ele finalmente encontrou seus olhos, havia luxúria em seu olhar. Vanessa pensou que se separaram de forma amigável, com ela sendo honesta com  ele sobre seus sentimentos por Zac. Então, por que ele estava olhando para ela assim?
— Eu também. — Ela precisava pegar seu cocktail e dar o fora daqui, porque se Zac a visse com Rico ele ficaria puto.
— Então, você está aqui sozinha? — Rico perguntou, tomando um gole de cerveja, seus olhos nunca deixando os dela. Ela supôs que ele não sabia sobre ela e Zac, mas ainda assim, ela já o tinha rejeitado uma vez.
— Não. — Vanessa pegou o cocktail no balcão, agradecendo ao barman, que lhe recompensou com seu sorriso lindo, e tentou sair. — Eu te vejo por aí, Rico.
— Vanessa, espere. —disse ele e tocou seu braço antes que ela virasse as costas para ele. — Eu sei que você e Zac estão juntos, mas eu preciso te contar uma coisa. — Ela voltou sua atenção de volta para ele. O que ele poderia dizer a ela que seria do seu interesse? — Cerca de uma semana depois que saímos, eu o vi em um clube, completamente embriagado. Ele tinha uma garota em cima dele, e não parecia se importar. — Vanessa franziu a testa. Rico tomou isso como um bom sinal e continuou.
— No dia seguinte, eu o vi no mesmo clube com Beppe. Ele não parecia tão bêbado, mas ele saiu com duas meninas.
Assim que Vanessa estava prestes a abrir a boca para corrigi-lo, Zac apareceu ao lado dela, a raiva irradiando dele.
— Por que você não cuida da sua maldita vida, Rico? — Ele rosnou e Vanessa sentiu que ele estava pronto para atacar a qualquer momento agora.
— Eu só queria que ela soubesse que você estava fazendo com ela pelas costas. Acho que algumas pessoas nunca mudam. — Rico se manteve firme, nivelando Zac com o seu próprio olhar zangado. Vanessa precisava intervir, caso contrário, estes dois estariam se socando em menos de dois segundos.
— Rico, pare de se intrometer na vida das outras pessoas. Agora saia. — Ela esperava que estivesse sendo bastante autoritária, porque ela não se sentia muito assim. A raiva de Zac a estava sufocando.
— Se você não quer acreditar em mim, então tudo bem...
— Eu acredito em você. — disse Vanessa, e continuou, antes que ele dissesse algo estúpido. — Não que isso seja da sua conta, mas eu sei de tudo isso. — A expressão de surpresa do Rico a fez sorrir. Ele poderia ter esperado um soco no seu rosto - mas não que ela já soubesse o que ele estava contando. Claro, Vanessa não esclareceu que tinha sido antes que ela e Zac ficassem juntos - ela não lhe devia nenhuma explicação. Por que ele estava tentando criar problemas entre eles? Ele parecia um cara tão legal. Recuperando rapidamente de seu choque, Rico franziu a testa, ainda não se afastando deles.
— Desculpe meu erro, eu só pensei que você não era burra o suficiente para se envolver com uma fraude, um mentiroso, um psicótico filho da... — Ele não terminou a frase, porque Zac deu um soco e seu queixo gritou em protesto, mandando-o cambaleando alguns passos para trás. Agarrando-o pelo colarinho de sua camisa, Zac firmou-o antes que ele caísse. Já havia alguns olhares curiosos sobre eles e mesmo que a música fosse alta, as pessoas ao redor podia ouvir a troca. Zac inclinou-se na direção do rosto do Rico e em voz baixa disse,
— Você chama a minha namorada de burra de novo, e eu juro que vou arrancar sua língua para fora. — Ele empurrou-o, mas não forte o suficiente para fazê-lo tropeçar e cair. O rosto de Rico estava vermelho com humilhação, quando ele se virou e saiu.
— Que diabos foi isso? — Perguntou Beppe, quando ele se aproximou deles com uma expressão atordoada em seu rosto.
— Você o convidou? Sério? Você pensou que eu e ele na mesma sala, era uma boa ideia? — Zac deu alguns passos na direção de Beppe e ficou a centímetros de seu rosto, mas seu amigo nem sequer pestanejou. Uau, Beppe tinha algumas bolas. Pela visão de Vanessa, Zac parecia absolutamente e terrivelmente irritado agora. Ela não tinha certeza de que combinar seu olhar zangado com um ainda mais irritado era uma boa ideia. Vanessa aproximou-se deles, caso ela precisasse separá-los. Desde que Beppe tinha aparecido, a maioria das pessoas ao redor deles havia se dispersado, sentindo o fim de uma briga e, felizmente, eles não tinham uma audiência mais.
— Ouça-me, Zac. — disse Beppe, com uma voz calma, mas firme. — Este é o meu aniversário, minha casa. Enquanto você estiver aqui, você vai respeitar os meus convidados, e eu não dou a mínima para o fato de você ter um problema com isso. Entendeu? — A expressão de Zac mudou imediatamente de raiva cega a arrependimento. A ligação entre os dois era tão forte, tão surpreendentemente clara, que Vanessa não tinha dúvida de que poderia trabalhar qualquer coisa que acontecesse entre eles.
— Você está certo, eu sinto muito. Eu não devia ter feito isso.
— Está tudo bem. Agora, vá pegar um cocktail e relaxar. Juro, se eu te ver assediar alguém de novo, eu mesmo vou acertar você. — Beppe ameaçou, mas sua boca se espalhou em um sorriso. Zac virou-se para Vanessa, lamentando claramente suas ações.
— Sinto muito, linda. Eu não queria envergonhá-la, mas aquele idiota queria causar problemas entre nós. Não ajuda que cada vez que eu vejo seu rosto, me lembro dos seus lábios sobre o seu, e eu quero dar um soco sem precisar de nenhuma razão adicional.
Vanessa colocou os braços ao redor de seu pescoço e sorriu.
— Você não está com raiva? — Perguntou Zac.
— Não. Ele estava me dando nos nervos, também. — Zac sorriu e a beijou.
Quando eles se separaram, ele pegou sua mão, e a levou em direção às portas francesas que levavam até o terraço. No entanto, antes de chegarem a elas, a porta da frente se abriu e Vanessa viu Gia entrando. Ela parecia um pouco incerta, seu andar confiante habitual um pouco hesitante. Em suas mãos ela tinha um pequeno presente embrulhado em azul escuro e dourado, e ela negou com a cabeça, quando uma garçonete fez um gesto para ela deixar na mesa de presente. A garçonete franziu a testa, mas não insistiu. Gia olhou ao redor com olhos preocupados, obviamente, à procura de Beppe.
Vanessa puxou a mão de Zac e apontou o queixo em direção a sua irmã.
— Ela veio. — ela disse e sorriu, por que não tinha certeza. Talvez porque ela soubesse que a chegada de Gia faria Beppe muito feliz.
— Eu não achei que ela viria. Eles não se falam desde aquela noite no bar de karaokê. Beppe não queria admitir, mas ele ficou arrasado. — disse Zac. Vanessa assentiu com a cabeça enquanto observava os eventos se desdobrarem diante dela. Beppe viu Gia viu do outro lado da sala e dirigiu-se para ela com passos longos e firmes. Ele parou bem na frente dela e hesitou por alguns segundos antes de envolvê-la em seus braços. Gia pareceu surpreso com a reação dele, mas se recuperou rapidamente e abraçou-o de volta.

Vanessa sorriu e arrastou Zac de volta para seu destino original.
***
Olá meninas!Como estão?
Peço desculpas por estar demorando tanto para postar,
mas logo entro de férias do meu trabalho e terei mais tempo para atualizar a fic.
Vocês estão gostando da história? Deixem seus comentários,por favor. Não custa nada!
Aproveitando que passei por aqui, quero divulgar o novo projeto da Andreia,dona das Fanfics Dya.
Ela estará voltando em breve com novidades e atualizando as fanfics já existentes!
Passem por lá e comentem bastante para que ela possa postar logo ;-D
Fiquem com Deus,minhas amorinhas e até mais ♥
Link da fic -->  Bleeding Hell MC